A adolescência é feliz na era das redes sociais?
DOI:
https://doi.org/10.29276/redapeci.2026.26.123797.4-15Resumo
Esta pesquisa quantitativa objetivou analisar os impactos do uso e da dependência de mídias sociais sobre o bem-estar e o cyberbullying entre adolescentes. A maior parte da literatura constata problemas de saúde mental da adolescência, gerados e/ou agravados pelo uso intenso das mídias. Assim, foram escolhidos cinco estabelecimentos públicos e particulares para aplicação de um questionário. A amostra se distribuiu equitativamente por gênero e idade (13-15 e 16-18 anos). As.os respondentes usavam a internet por longo tempo, de modo que um novo agente de educação implícita se inseriu entre a família e a escola. O cyberbullying alcançou proporção apreciável de estudantes, quer na agressão como na vitimização. Grupo amplo desempenhava os dois papéis, já que vítimas passaram à agressão, em especial rapazes. Poucos pais se envolviam na orientação e controle do uso da internet. Em conclusão, a adolescência pesquisada vive entre as tensões da aceitação por colegas, as exigências da escola e da família e da inserção nas redes sociais. A passagem da vitimização à agressão pode criar uma bola de neve de violência, exigindo prevenção e ações, em especial junto aos rapazes.
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