Ensino secundário geral e profissional e a transição para o ensino superior em Portugal

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DOI:

https://doi.org/10.29276/redapeci.2026.26.124583.85-99

Resumo

Resumo
Este estudo analisa as perceções de preparação para o ensino superior entre estudantes portugueses oriundos de diferentes percursos do ensino secundário: Ensino Regular Científico‑Humanístico, Ensino Profissional e Ensino Articulado. Com base numa amostra de 714 estudantes do ensino superior, recolhida por questionário online, exploraram‑se duas medidas ordinais de perceção: AE (“O ensino secundário preparou‑me para o ensino superior?”; escala 1–4) e BF (“Sinto que o ensino secundário…”; escala 1–3). A análise recorreu a testes não paramétricos de Kruskal‑Wallis e Mann‑Whitney, com correção de Benjamini–Hochberg para comparações múltiplas, e a modelos de regressão logística binária e multinomial, complementados por medidas de tamanho de efeito adequadas a dados ordinais. Os resultados mostram que a dimensão BF distingue significativamente os percursos, evidenciando perceções mais positivas por parte dos estudantes do Ensino Profissional, enquanto AE não apresenta diferenças estatisticamente robustas entre grupos. As duas medidas revelam correlação forte e positiva, sugerindo proximidade conceptual, ainda que com ênfases distintas: BF capta de forma mais sensível a preparação prática, ao passo que AE traduz uma avaliação global mais difusa. Estes resultados contribuem para o debate sobre a permeabilidade entre vias no sistema educativo português, sublinhando a importância de reforçar pontes académicas e dispositivos de apoio que articulem a valorização de competências práticas com o desenvolvimento de literacias académicas.​​

Palavras‑chave: Ensino profissional. Ensino secundário geral. Perceções de preparação. Portugal. Transição para o ensino superior.

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Biografia do Autor

Hugo Miguel Carvalho, Instituto Superior de Ciências de Informação e Administração de Aveiro (ISCIA)

Doutor em Neurociência, Professor no Instituto Superior de Ciências de Informação e Administração de Aveiro (ISCIA).

João Carlos Santos, Instituto Superior de Ciências de Informação e Administração de Aveiro (ISCIA)

Doutor em Ciências Sociais, Professor Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA‑UA).

Ricardo Pocinho, Instituto Politécnico de Leiria

Doutor em Psicologia, Professor na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.

Francisco José García Peñalvo , Universidad de Salamanca

Catedrático de Universidade no Departamento de Informática e Automática da Universidad de Salamanca e Diretor do Grupo de Investigación GRIAL – GRupo de investigación en InterAcción y eLearning. 

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Publicado

2026-04-01