As mulheres sergipanas e a revolta tenentista de 1924
Resumo
Em julho de 1924 quatro oficiais do Exército promoveram uma revolta em Sergipe. Considerando que os civis reagiram de formas diversas ao fato, esse artigo abordou o envolvimento das mulheres com o levante militar ocorrido no estado. Com base nos preceitos da Nova História Cultural, sobretudo a partir das abordagens de Roger Chartier e do antropólogo Clifford Geertz, foram examinados documentos oficiais como relatórios, boletins regimentais e periódicos que circulavam durante o período investigado. Essas fontes indicam que os rebeldes receberam manifestações de apoio e rejeição. E apesar da construção dos valores morais e religiosos recomendarem que as mulheres devessem voltar toda a atenção para o lar, as sergipanas não permaneceram completamente alheias à revolta. De alguma maneira elas participaram da experiência inusitada que o estado viveu.











