Legião Brasileira de Assistência e políticas sociais: primeiro-damismo, gênero e assistência social
Resumo
O presente artigo analisa as nuances da assistência social prestadas pela Legião Brasileira de Assistência (LBA) durante as décadas de 1940 e 1950. Acatando a um processo de feminilização da filantropia em curso nos países Ocidentais desde o século XIX, a LBA foi fundada em agosto de 1942 pela então primeira-dama Darcy Vargas e contou com um corpo assistencial formado majoritariamente por mulheres. Para a instituição, fundamentada em preceitos de feminilidade e um discurso de gênero difundido pela literatura romântica e médicocientífica, a identidade feminina era indissociável da maternidade. Nesse sentido, relacionava as mulheres aos trabalhos domésticos e de cuidados, funções consideradas “naturalmente” femininas. Objetiva-se, neste trabalho, compreender as relações de gênero intrínsecas a Legião Brasileira de Assistência, refletindo sobre as formas de atuação política feminina conquistada através da filiação na LBA.
Palavras-chave: Relações de Gênero. Primeiro-Damismo Brasileiro. Assistência Social. Legião Brasileira de Assistência.











