A invenção colonial do Nordeste: processos de construção imagético-discursiva sobre um espaço regional “antimoderno”

Autores

  • Keline Pereira Freire Universidade Federal de Pernambuco
  • Ana Ângela Farias Gomes Universidade de Sergipe

Resumo

A situação de subjugação a que a região Nordeste tem sido colocada ao longo da história tem sido debatida, com especial referência nos trabalhos de AlbuquerqueIII. A proposta deste texto é alinhavar tal questão aos recentes debates sobre colonialismo e decolonialismo. Em diálogo com QuijanoIV e MignoloV, defendemos que o processo de construção imagético-discursiva do Nordeste tem por base as concepções de modernidade e tradição impostas pela perspectiva colonial. A região foi constituída como contraponto à ideia de modernidade, sendo resgatados aspectos de seu passado colonial para afirmar seu lugar dentro da nação. O debate contemporâneo sobre o decolonial mostra como a construção de conhecimento nas regiões subalternas no capitalismo foi atravessada pela matriz colonial, que determina o que é centro e periferia, desenvolvimento e subdesenvolvimento. Tais construções seguem operando na modernidade como seu traço mais obscuro.
Palavras-chave: Nordeste; Modernidade; Colonialidade; Decolonialidade.

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Publicado

2024-01-09

Como Citar

Pereira Freire, K., & Farias Gomes, A. Ângela. (2024). A invenção colonial do Nordeste: processos de construção imagético-discursiva sobre um espaço regional “antimoderno”. Boletim Historiar, 10(04). Recuperado de https://periodicos.ufs.br/historiar/article/view/20192