O Príncipe da Paz nas trincheiras da guerra: celebração e religiosidade no natal de 1944 entre os soldados da FEB
Resumo
O Natal de 1944, celebrado entre os soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial, oferece um ponto de partida para a compreensão do papel da religião em tempos de guerra, quando a fé e a tradição se entrelaçam com as adversidades do campo de batalha. Este artigo analisa as práticas religiosas organizadas pelo Serviço de Assistência Religiosa (SAR) da FEB, mediadas por seus capelães, e investiga como a festividade natalina, simbolizada pela figura do “Príncipe da Paz”, ultrapassou o caráter litúrgico para se tornar um espaço simbólico de consolo e coesão. Utilizando o conceito de “dossel sagrado” de Peter Berger, a pesquisa reflete sobre como a religiosidade operou como uma estrutura de sentido, reforçando vínculos com o lar e solidariedade entre os combatentes. A análise baseia-se em fontes, como relatórios de capelães e depoimentos de soldados, que ilustram a complexidade dessa experiência coletiva e sua relevância cultural e simbólica.
Palavras-chave: Capelania Militar; Força Expedicionária Brasileira; Natal; Religiosidade; Segunda Guerra Mundial.











