A METAFÍSICA ARISTOTÉLICA E O UNIVERSO TETRADIMENSIONAL DA RELATIVIDADE

Autores

  • Victor José Macedo de Souza

Resumo

No âmago do pensamento de Aristóteles, desde sua monumental obra, Metafísica, podemos encontrar uma distinção que origina a problemática deste artigo e fundamenta a possibilidade da mudança, quais sejam: potência e ato. Em tal metafísica, percebe-se uma ligação essencial entre tempo, mudança e atualização da potência, de modo que, ao se negar um, nega-se todos. No entanto, no século XX, com o advento da teoria da relatividade de Einstein e a interpretação tetradimensional do espaço-tempo proposta por Minkowski, tornou-se aparente que a distinção entre atualidade e potencialidade havia sido superada. De acordo com Minkowski, o mundo é, em todos os momentos e lugares, uma realidade completa. Tudo no mundo — "passado", "presente" e "futuro" — é, por assim dizer, atual. Ainda assim, por um lado, é possível notar que a distinção entre atualidade e potencialidade pode ser sustentada por fundamentos metafísicos independentes. Por outro lado, a aparência de um mundo "imutável" é meramente isso: uma aparência, subproduto da matematização da natureza, que não captura a totalidade do real. Portanto, nosso objetivo é expor que o aparente conflito entre a metafísica aristotélica e a teoria da relatividade tem pouco a ver com os detalhes técnicos da relatividade, estando mais relacionado às questões metafísicas subjacentes à física.

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Publicado

2026-07-23