v. 2 n. 25 (2026): DOSSIÊ – I JORNADA DE FILOSOFIA NATURAL: A RELAÇÃO ENTRE METAFÍSICA E CIÊNCIA NOS ANTIGOS E MODERNOS
Os presentes trabalhos foram frutos da I Jornada de Filosofia Natural realizada na Universidade Federal de Sergipe em janeiro de 2025. O objetivo do evento foi analisar histórica e analiticamente conceitos e problemáticas que estão em íntima conexão com a filosofia e as ciências naturais, como os conceitos de tempo, espaço, movimento, átomo e a assuntos ligados à História das Ciências. O espírito investigativo que moveu o nascimento e efetivação do evento foram as perguntas: qual a relação entre a filosofia natural dos antigos e a ciência dos modernos? O que caracterizou, durante a história da ciência, ser um filósofo natural? Qual a importância da metafísica para a construção da imagem racional da natureza? Diante dessas questões, foi nosso intuito apontar que o (re)nascimento da ciência moderna é fruto de rupturas e continuísmos com uma tradição antiga, que remonta, pelo menos, aos gregos do século VI a.C., uma tradição que postulou modelos e imagens da natureza, através de princípios metafísicos e de grandes tratados de Filosofia Natural.
Das conjecturas de Anaximandro de Mileto às interpretações dos fundamentos da Mecânica Quântica, passando pelos filósofos naturais antigos e modernos, o presente Dossiê busca explorar a pluralidade da relação entre metafísica e física na busca pela construção racional da nossa imagem da Natureza. O compilado de artigos que aqui trazemos busca demonstrar a vastidão de pesquisas sobre Filosofia Natural desenvolvidas no Nordeste, pesquisas que não se concentram apenas em uma época ou filósofo, conceito ou problemática, mas revelam a profusão e profundidade da relação entre filosofia e ciência ao longo da história humana. Também é digno de nota que os presentes textos do Dossiê, que fizeram parte da I Jornada de Filosofia Natural, realizada na Universidade Federal de Sergipe, e que contou com a participação do corpo docente e discente da graduação e da pós-graduação em filosofia, demonstram que a pesquisa em Filosofia Natural não jaz, ela é Ser: fundamentada nas profundezas da tessitura do real, ela se desvela na imensidão das convenções sensíveis, unificando teoricamente a Natureza.