INTOLERÂNCIA FILOSÓFICO-RELIGIOSA EM LEIBNIZ: OS CASOS ESPINOSA E WACHTER

Authors

  • Prof. Dr. William de Siqueira Piauí PPGF-DFL-UFS

Abstract

Em “História, Política e Linguagem na Modernidade” (2018) já avançamos aquilo que consideremos ser o fundamental para compreender em que medida a filosofia da linguagem e da história defendidas por Leibniz estão imediatamente associadas com sua posição política quanto à Alemanha dever desempenhar o papel de liderança com relação à Europa e, a partir dela, do mundo; pretendemos voltar a essa questão agora pensando como a defesa muitas vezes bastante agressiva de sua filosofia da religião, seu protestantismo filosófico, também tem um viés político muito claro especialmente quando consideramos as notas que Leibniz escreveu sobre o livro de John George Wachter as Animadversiones ad Joh. Georg. Wachteri librum De recondita hebræorum philosophia (Observações críticas ao livro  De recondita hebræorum philosophia [Sobre a hermética filosofia dos hebreus] de Johann  Georg Wachter), às quais Foucher de Careil, em 1854, deu o título de Réfutation inédite de  Spinoza par Leibniz; trata-se de um texto curto escrito por volta de 1706 que parecia dar resposta definitiva à opinião de grande parte dos comentadores alemães dos idos de 1840 quanto a Leibniz (1646-1716) não ser, em hipótese nenhuma, um filósofo espinosano; o que pretendemos discutir é justamente como tal crítica dura ao texto de Wachter e à filosofia de Espinosa pretende reafirmar a posição central da Alemanha, agora em termos de uma religião mais ilustrada, ou seja, de um protestantismo alemão baseado em uma filosofia monadológica.

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Published

2022-12-01