AFINIDADES FRIAS DO CAPITAL: UTOPIA EM REDES ROMÂNTICAS
Resumen
O trabalho propõe uma análise da racionalidade dos afetos e a ascensão do Homo sentimentalis enquanto entidade psicológica, mas também, de entidade cultural e social, sendo através de afetos que nós pomos em prática as definições culturais da individualidade, tal como se expressam em relações concretas e imediatas. A discussão possibilita um epicentro em traçar os contornos na lógica das relações econômicas a partir da racionalidade do capital afetivo, numa configuração de repertórios culturais que se embasam os mercados, e moldam as relações interpessoais e afetivas. O capitalismo afetivo realinhou as culturas dos sentimentos, tornando emocional o Eu econômico e os afetos se atrelam à ação instrumental. A esse controle dos sentimentos, a teoria crítica de Eva Illouz, nos traz uma noção de intelectualização dos laços íntimos, na esteira da indústria cultural de um ‘projeto moral’, e de trocas equitativas. Tornar-se inevitável analisarmos o modus operandi às afinidades frias no espelhamento subjetivante de vínculos em redes românticas, através do lócus do pensamento real e perfis de identidade, beleza e descorporificação ‘congeladas’ na internet. Convém, a interpretação da psicanálise de Lacan por Alain Miller, um percurso da análise do sujeito significante, como tal sem lugar, mas que se move com o significante, sendo sempre sua localização inequívoca, e que por outro lado, o virtual fantasia um lugar para o sujeito, um significante na gramática fantasmática utopia.
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1. Proposta de Política para Periódicos de Acesso Livre
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