ALEGORIA E LINGUAGEM EM WALTER BENJAMIN

Autores/as

  • Caio Graco Queiroz Maia Universidade Federal de Sergipe

Resumen

Este texto expõe brevemente a relação entre alegoria e linguagem na obra de Walter Benjamin. Em primeiro momento, mostra-se como Benjamin, em “Sobre a linguagem em geral e sobre a linguagem dos homens”, de 1916, fundamenta uma filosofia da linguagem em que a linguagem não é tomada como meio para comunicação, em que a língua não expressa as coisas que lhe são externas, mas apenas a si própria. Mostra-se também como Benjamin fundamenta esta filosofia em uma teologia, mais especificamente em uma interpretação da criação e da queda no Gênesis, marcando principalmente o caráter desarmônico, temporal e incompleto que a língua humana passaria a deter após os acontecimentos no paraíso. Em segundo momento, relacionamos estas características da linguagem a aspectos relevantes da alegoria, tal qual tratada por Benjamin em sua obra Origem do drama barroco alemão, de 1925. Nesta obra, Benjamin destaca o potencial de expressividade da forma alegórica, na medida em que esta forma, que não busca a harmonia mística simbólica, exibe plenamente a condição da linguagem humana na história.

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Publicado

2025-07-09