DE-COLONIALIDADE EPISTÊMICA NAS FILOSOFIAS FEMINISTAS
Resumo
Sentir e pensar a existência, produzir conhecimentos e saberes, são formas que a humanidade encontra para estar no mundo. A imposição de uma forma de pensar ou de produzir conhecimentos e saberes que, pretendendo-se universal, apaga múltiplas formas destes exercícios de estar no mundo, produz a colonialidade do saber, ou o epistemicídio. A colonialidade do saber se pautou por dicotomias: razão x sentimentos, emoções e sensualidade; feminino x masculino; racional x irracional; natureza x cultura; selvagem x civilizado; humano x não humano. De acordo com a filósofa María Lugones, a dicotomia entre humano x não humano constitui a modernidade e com ela a colonialidade que produz a dicotomia racial com a qual pretendeu-se fundamentar a ideia de inferioridade: produto produtora do imaginário de que os colonizados seriam seres sem razão. Tal desumanização é traduzida nas desigualdades econômicas e sexuais. A presente exposição toma como foco o mecanismo epistemológico que, por meio da dicotomia: razão x sentimentos, emoções e sensualidade, naturalizou a suposta inferiorização e subalternização das mulheres consideradas por grande parte dos filósofos ocidentais como seres não racionais, estabelecendo relações com o fenômeno do colonialismo que, do ponto de vista interseccional, desvela múltiplas formas de exclusão. Na perspectiva das Filosofias Africanas, com base no conceito “Ubuntu”, considerado um dos termos fundadores da filosofia ética africana, estas dicotomias são inexistentes face a integração entre razão e sentimentos que são corporificados. As proposições da filósofa argentina Maria Lugones, em diálogo com a proposta filosófica Africana, através do seu conceito: Ubuntu, amparam as análises aqui apresentadas que objetivam evidenciar a necessidade de uma virada epistêmica no cerne das filosofias feministas.
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