Ilhas de axé em mares hostis

terreiros sob o julgo do racismo

Auteurs

Résumé

O artigo investiga os mecanismos históricos e contemporâneos de agressões às religiões de presença africana no Brasil, com foco na consolidação do racismo. O estudo articula Sociologia, Filosofia e História para compreender como o Estado, a imprensa, o sistema jurídico e setores religiosos realizam a marginalização dos saberes e práticas de terreiro, sendo mais um viés na consolidação do racismo. Desde a criação da Guarda Nacional, perpassando pelo Estado Novo (1937 – 1945), até chegar aos massivos ataques de intolerância religiosa realizados pelos setores neopentecostais, examinamos o cenário sergipano, onde os terreiros sobrevivem como espaços de resistência ao racismo. O texto propõe a valorização dos saberes afro-brasileiros como forma de conscientização social coletiva e ética.

Palavras-chave: racismo; religiões de presença africana; ancestralidade; racionalidade moderna; subordinação social.

Biographie de l'auteur

Maxwell Azevedo Viana Moraes, Universidade Federal de Sergipe - UFS

Doutorando em Sociologia (PPGS) pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Sergipe. Orcid: https://orcid.org/0009-0008-3066-228X. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7934722379944835. E-mail: maxwellavm@gmail.com

Téléchargements

Publiée

2025-11-19

Comment citer

Azevedo Viana Moraes, M. (2025). Ilhas de axé em mares hostis: terreiros sob o julgo do racismo. Boletim Do Tempo Presente, 14(3), 252–280. Consulté à l’adresse https://periodicos.ufs.br/tempopresente/article/view/24052