Disputas pela ocupação do deck da Feira da Paz: re-existência e visibilização em um espaço central de Governador Valadares, Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24410Palavras-chave:
apropriação do espaço, batalhas de rimas, direito à cidade, juventude negra, prática espacialResumo
O texto tem como objetivo analisar o movimento de ocupação do deck da Feira da Paz, espaço central e valorizado de Governador Valadares, Minas Gerais (MG), a partir da realização de batalhas de rimas aos domingos. Argumenta-se que esse processo reinventa o sentido de lugar, configurando-o como território simbólico da juventude negra e periférica, ao mesmo tempo em que promove sua visibilização. À luz do conceito de re‑existência, formulado por Hurtado e Porto‑Gonçalves, e das contribuições de Léfèbvre, evidencia-se como o coletivo ressignifica o espaço apesar de intervenções governamentais como a instalação do letreiro “Viva Valadares”. As batalhas, entendidas como práticas espaciais, constituem-se em atos políticos e culturais que disputam sentidos de lugar, visibilidade e pertencimento. Ao final, o artigo demonstra como a apropriação do deck da Feira da Paz expressa resistência, re‑existência e a luta pelo direito à cidade.
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