Arte urbana e governamentalidade visual nas margens de Fortaleza, Ceará: o Festival Concreto entre resistência e requalificação neoliberal
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24525Palavras-chave:
arte urbana, governamentabilidade, Festival Concreto, periferias urbanas, neoliberalismoResumo
Este artigo analisa as dinâmicas de governamentalidade visual no Festival Internacional Concreto de arte urbana em Fortaleza, Ceará, com foco nas edições realizadas nos Residenciais José Euclides Ferreira Gomes (2020) e Cidade Jardim 2 (2022). A partir de uma abordagem qualitativa que inclui análise iconológica, discute-se como o “graffiti”, prática historicamente associada à resistência dos jovens nas periferias urbanas, é mobilizado como ferramenta de requalificação urbana e controle simbólico nesses contextos. Argumenta-se que o Festival opera em tensão constitutiva: democratiza o acesso à arte e ressignifica territórios marginalizados, mas reforça lógicas neoliberais de gestão urbana, atuando como dispositivo de governamentalidade que molda subjetividades e paisagens
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