Centros de Internação e Sujeição Criminal: As Percepções dos/as Agentes do Sistema Socioeducativo de Goiânia
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v0i35.9485Resumo
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa com agentes
responsáveis pelas medidas restritivas de liberdade em centros de
internação do socioeducativo de Goiânia. Trata-se de uma análise sobre
as percepções desses profissionais a respeito da experiência de
seu trabalho, da relação que estabelecem com os/as adolescentes, das
explicações que elaboram sobre os motivos de os/as internos/as se
envolverem em atos infracionais, além da representação que fazem da
legislação sobre crianças e adolescentes. Por meio de uma abordagem
qualitativa, considerou-se um conjunto de entrevistas com esses profissionais como fonte de dados para a análise. Foram utilizadas também,
apenas contextualmente, informações quantitativas que descrevem
o quadro geral do sistema socioeducativo. Com base nesse contexto,
observou-se o modo como esses/as agentes constroem narrativas que
dão sentido às suas ações e, por meio delas, elaboram categorias que
os diferenciam dos mais jovens enquanto rotulam estes adolescentes.
Resultou desse esforço analítico a compreensão de que o meio fechado
reproduz o problema da sujeição criminal.
Palavras-chave: Sujeição Criminal. Adolescentes. Sistema Socioeducativo.
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