“Cuando la Masa se Equivoca, El Estado Avanza”: apuntes sobre transformaciones carcelarias y criminales en Manaus (Amazonas)
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.vi40.16790Palabras clave:
Prisíon, Crimen, Familiares de personas presas, Sufrimento, TorturaResumen
En 2017 y 2019 hubo dos ‘masacres’ en las cárceles de Manaus, la capital del estado brasileño de Amazonas. El discurso dominante reduce estos eventos a una guerra entre facciones criminales por el control de las rutas internacionalesdel narcotráfico. El artículo parte de una problematización de este discurso (su carácter colonial y sus efectos de verdad) y esboza otro análisis que se ocupa de las correlaciones entre transformaciones penitenciarias y criminales. El artículo defiende la idea de que una nueva gestión del sufrimiento y un nuevo régimen de tortura, vividos por los presos y sus familias, fueron determinantes
para la desestabilización y reconfiguración de las alianzas en el crimen luego de las masacres. El texto es el resultado de una experiencia de conocimiento inmersa en la lucha contra las cárceles, que incluye un contacto intenso con familiares de presos y sobrevivientes, comunicaciones con órganos de inspección
y participación en inspecciones dentro de las unidades penitenciarias.
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