Transferência e diferença. Condição do tradutor, condição da tradução

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47250/intrell.v40i1.p13-20

Palavras-chave:

Transferência, Tradução, Diferença

Resumo

O presente texto, tomando como ponto de partida a conhecida noção de fidelidade, nos apresenta dois pressupostos (fábulas) que justificariam a persistência da tradicional fórmula Traduttore, traditore: o positivismo redutor que trata a língua como um simples receptáculo e a noção de que a tradução é, necessariamente, pior do que o original. Num segundo momento, propõe-se um desvio que retira a noção de fidelidade do centro do pacto tradutológico e, em seu lugar, instala a noção de transferência. Transferir torna-se então a razão pela qual traduzimos. E, nesse processo, se a noção de identidade é fundadora da tradução, é na diferença que ela se realiza: é nos desvios que ela encontra a sua “condição de existência”.

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Biografia do Autor

Michel Riaudel, Sorbonne Université

Michel Riaudel é Diretor do Departamento de Estudos Lusófonos da Faculdade de Estudos Ibéricos e Latino-americanos (Sorbonne Université) e membro do Centro de Pesquisas Interdisciplinares sobre os Mundos Ibéricos Contemporâneos (Crimic).

Raquel Peixoto do Amaral Camargo, Universidade de São Paulo - USP

Raquel Camargo é doutora em Letras pela USP, tradutora e editora na Editora 34.

Referências

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Publicado

2024-02-02

Como Citar

RIAUDEL, Michel; CAMARGO, Raquel Peixoto do Amaral. Transferência e diferença. Condição do tradutor, condição da tradução. Interdisciplinar - Revista de Estudos em Língua e Literatura, São Cristóvão-SE, v. 40, n. 1, p. 13–20, 2024. DOI: 10.47250/intrell.v40i1.p13-20. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/interdisciplinar/article/view/v40p13. Acesso em: 23 abr. 2024.