A POLIDEZ LINGUÍSTICA EM CONSELHOS DE CHATBOTS:
UM ESTUDO COMPARATIVO E EXPERIMENTAL
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v11i27.22711Palavras-chave:
Polidez Linguística, Chatbots, Linguagem Humanizada, ConselhoResumo
A polidez linguística é uma ferramenta importante nas interações entre humanos e Inteligências Artificiais (IAs), ajudando a simular conversas humanas ao criar laços afetivos. Tomando como base os estudos de Brown e Levinson (1987), Paiva (2008;2020) Araujo e Araujo (2024), este estudo investigou como os chatbots Gemini, ChatGPT e Copilot humanizam seus conselhos utilizando estratégias de polidez. A pesquisa foi mista, exploratória, comparativa e experimental, e analisou como esses chatbots alternam padrões de polidez. Os resultados indicaram que os conselhos iniciais e humanizados usaram um padrão de estratégias nas duas etapas do teste, sendo que na segunda etapa, o Gemini e o ChatGpt demonstraram maior proximidade, empatia e intimidade e o Copilot foi o que menos humanizou seu conselho. Conclui-se que, embora haja um grupo de quarenta estratégias, os três chatbots mostraram que possuem uma preferência algorítmica por certas estratégias de polidez.
Downloads
Referências
ARAÚJO, J.; ARAÚJO, J. C. D. de. Racismo algorítmico e inteligência artificial: uma análise crítica multimodal. Revista Linguagem em Foco, Fortaleza, v. 16, n. 2, p. 89–109, 2024. DOI: 10.46230/lef.v16i2.13108. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13108. Acesso em: 18 mar. 2025.
BROWN, P.; LEVINSON, S. Politeness: some universals in language usage. Cambridge: University Press, 1987.
BRINKMANN, S. Positividade tóxica. Rio de Janeiro: Best Seller, 2022.
CULPEPER, Jonathan; TANTUCCI, Vittorio. The Principle of (Im)politeness Reciprocity. Journal of Pragmatics, v. 175, p. 146-164, 2021. DOI: 10.1016/j.pragma.2021.01.008. Acesso em: 22 mar. 2025.
GALEMBECK, P. T. O Turno conversacional. In: PRETI, Dino (Org.). Análise de Textos Orais. São Paulo, FFLCH/USP, 1993.
GILLESPIE, Tarleton. A relevância dos algoritmos. Revista Parágrafo, v. 6, n. 1, p. 1-15, jan./abr. 2018. Disponível em: https://revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/recicofi/article/view/722. Acesso em: 29 mar. 2025.
GALEMBECK, Paulo T. Metodologia de pesquisa em português falado. In: RODRIGUES, Angela C. de S.; SANTANA, Ieda M.; GOLDSTEIN, Norma S. (org.). In: GETBOTS. Chatbots no Brasil. Disponível em: https://getbots.com.br/blog/chatbots-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
CAMPBELL-KIBLER, K. Connecting attitudes and language behavior via implicit sociolinguistic cognition. In: KRISTIANSEN, Tore; GRONDELAERS, Stefan (org.). Language (de)standardization in Late Modern Europe: Experimental Studies, p. 307–329, 2013.
LAKOFF, G.; JOHNSON, M. Metaphors We Live By. Chicago: University of Chicago Press, 1980.
LIMA, Paula Lenz Costa. A nova tipologia da metáfora conceitual. Revista de Humanidades e Ciências Sociais da UECE, Fortaleza, v. 5, n. 2, p. 17-26, 2003. Disponível em: https://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Anais/Textos_Em_Psicolin/Artigos/A%20nova%20tipologia%20da%20met%C3%A1fora%20conceitual.pdf. Acesso em: 03 mar. 2025.
PAIVA, Geórgia Maria Feitosa e. A polidez lingüística em sala de bate-papo na internet. 2008.
Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2008. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/5879 Acesso em: 23 de março de 2025.
PAIVA, Geórgia Maria Feitosa e. Os (des)encontros entre a polidez linguística e a Comunicação Não Violenta (CNV). Soletras, n. 39, p. 1-20, 2020. DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2020.46757. Acesso em: 22 mar. 2025.
ÖSCH, S.; RAMBO, C. A.; FERREIRA, J. L. A pesquisa exploratória na abordagem qualitativa em educação. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, p. e023141, 2023. DOI: 10.21723/riaee.v18i00.17958. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/17958. Acesso em: 6 mar. 2025.
NOBLE, U. S. Algoritmos da opressão: como o Google fomenta e lucra com o racismo. Trad. Felipe Damorim. São Paulo: Rua do Sabão, 2021.
RECUERO, Raquel. Diga-me com quem falas e dir-te-ei quem és: a conversação mediada pelo computador e as redes sociais na internet. Revista FAMECOS, [S.l.], v. 16, n. 38, p. 118–128, 2009. DOI: 10.15448/1980-3729.2009.38.5309. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/revistafamecos/article/view/5309. Acesso em: 10 mar. 2025.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS. Chatbot terapêutico utiliza inteligência artificial para atendimento emocional e psicológico. Manaus, 2024. Disponível em: https://ufam.edu.br/noticias-destaque/6257-chatbot-terapeutico-utiliza-inteligencia-artificial-para-atendimento-emocional-e-psicologico.html. Acesso em: 6 mar. 2025.
UOL. No divã com a IA: os jovens que fazem terapia com bots de inteligência artificial. UOL Notícias, 6 jan. 2024. Disponível em: https://uol.com.pt/no-diva-com-a-ia-os-jovens-que-fazem-terapia-com-bots-de-inteligencia-artificial. Acesso em: 6 mar. 2025.
CNN Brasil. Chatbots podem ser terapeutas? Veja o que pensam especialistas. CNN Brasil, 6 jan. 2025. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/chatbots-podem-ser-terapeutas-veja-o-que-pensam-especialistas/. Acesso em: 6 mar. 2025.
ROSADO, Leonardo Coelho Corrêa; MELO, Mônica Santos de Souza. Analisando a organização descritiva do gênero conselho em Correio Feminino, de Clarice Lispector. Revista de Letras, Universidade Federal de Viçosa, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1518-76322011000100008. Acesso em: 22 mar. 2025.
VÉLIZ, Carissa. Chatbots shouldn’t use emojis. 2023. Disponível em: https://philpapers.org/archive/VLICSU.pdf. Acesso em: 23 mar. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Os(as) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
b) Os(as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
d) Os(as) autores(as) dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.
e) Os(as) autores(as) assumem que os textos submetidos à publicação são de sua criação original, responsabilizando-se inteiramente por seu conteúdo em caso de eventual impugnação por parte de terceiros.
