FORMAÇÃO DOCENTE PARA A MEDIAÇÃO LITERÁRIA: ENTRE IDEALIZAÇÃO, PERSISTÊNCIA E RESISTÊNCIA CULTURAL
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v11i28.23109Palavras-chave:
formação de professores, mediação, resistência culturalResumo
Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre a formação para a mediação da leitura literária, entendida como uma prática potente e instrumento de resistência cultural, tendo como foco as experiências vivenciadas em um curso de formação docente oferecido pela Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação do município de uma região metropolitana de Belo Horizonte em Minas Gerais. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, a partir da realização de entrevistas com a idealizadora do curso e as professoras cursistas. Busca-se subsídios teóricos nos estudos de Paulo Freire sobre autonomia docente, de Antonio Candido sobre literatura como direito e Rildo Cosson sobre letramento literário. Observou-se que a formação contribuiu para a ressignificação do papel do professor como mediador de leitura, promovendo reflexões sobre a prática docente, o planejamento intencional da leitura literária e o direito à literatura como experiência estética e formativa no contexto escolar.
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