A educação colonial no município de Icó-CE: o processo educacional dos primeiros habitantes (1599-1759)
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v14i33.14117Palavras-chave:
Educação, Icó-CE, Período Colonial, JesuítasResumo
O objetivo deste artigo foi (re)constituir aspectos históricos do processo educacional no município do Icó-CE, com ênfase na educação dos primeiros habitantes locais, entre os anos de 1599 e 1759, que está situado no período colonial brasileiro. Para isto, realizamos um estudo de caráter documental, explorando alguns escritos de autores locais como Couto (1962) e Lima (1995). A educação em solos icoenses no Brasil Colônia não foi um processo tranquilo e sereno, pelo contrário, em seu início caracterizou-se por tensões, violência e resistência, já que os indígenas que habitavam o território insistiam em defendê-lo dos invasores europeus. A doutrinação religiosa foi um meio utilizado pelos dominadores para subjugar culturalmente os povos nativos do território brasileiro. A construção da Igreja de Nossa Senhora da Expectação, em 1709, foi um marco fundamental para estabilização dos sacerdotes educadores e organização da rotina do povoado.
Downloads
Referências
Barroso, G. (1962). À margem da História do Ceará. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará.
Bosi, A. (1992). Dialética da colonização. São Paulo: Companhia de Letras.
Brasil (2016). Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de abril de 2016. Brasília, DF. Recuperado de: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf
Castelo, P. A. (1970). História do Ensino no Ceará. Fortaleza: Coleção Instituto do Ceará, Departamento de Imprensa Oficial.
Couto, F. A. (1962). A história do Icó (sua genuína crônica): primeira parte (1682 a 1726). Crato: Tipografia de Ação.
Farias, A. de (2012). História do Ceará. Fortaleza: Armazém da cultura.
Freitas, M. C., & Biccas, M. S. (2009). História social da educação no Brasil (1926-1996). São Paulo: Cortez.
Girão, R. (1979). Geografia Estética de Fortaleza de Fortaleza. Fortaleza: BNB.
Lima, I. S., & Sousa, M. E. (1996). Princesa dos Sertões. Fortaleza: Tropical.
Lima, M. P. (1995). Icó em fatos e memórias. Icó: sn. Volume I.
Maciel, L. S. B., & Neto Shigunov, A. (2006). A Educação brasileira no período pombalino: Uma análise histórica das reformas pombalinas do ensino. Educação e Pesquisa, 32(3), 465-476. https://doi.org/10.1590/S1517-97022006000300003
Ostetto, L. E. (1991). Imagens da infância no Brasil escravocrata. Perspectiva, 9(16), 133-169. https://doi.org/10.5007/%25x
Pacheco, T. S. C. (2017). As diferenças de gênero nos cuidados e na educação de meninos e meninas no Brasil no período colonial. Revista Cocar, 11(21), 142-162.
Rocha, A. M. (2011). O passado da Educação Física Escolar em Fortaleza-CE (1865-1930). Fortaleza: Edições UFC.
Rodrigues, D. S. (2011). As razões de estado e seus fracassos no período colonial: memória da educação no Pará. Revista Cocar, 5(10), 83 -93.
Santos, M. F. J. (2018) “Só aqui no Icó nós temos, uma festa bonita assim”: sacralização do espaço e da memória na festa do Senhor do Bonfim de Icó/CE. Revista Brasileira de História das Religiões, 10(30), 259-284. https://doi.org/10.4025/rbhranpuh.v10i30.36820
Saviani, D. (2008). História das idéias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores associados.
Silva, G., & Amorim, S. S.(2017). Apontamentos sobre a educação no Brasil Colonial (1549-1759). Interações, 18(4), 185-196. https://doi.org/10.20435/inter.v18i4.1469
Xavier, M. O. (2010). Índios e Jesuítas na aldeia de Ibiapaba (1700-1759). Revista Historiar, 2(2), 43-62.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
À Revista Tempos e Espaços em Educação ficam reservados os direitos autorais pertinentes a todos os artigos nela publicados. A Revista Tempos e Espaços em Educação utiliza a licença https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ (CC BY), que permite o compartilhamento do artigo com o reconhecimento da autoria.

