Popular Education as a collective practice of insurgency and emancipation

Authors

  • Ian Gabriel Couto Schlindwein Universidade estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.
  • Carolina de Roig Catini Universidade estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.20952/revtee.v14i33.14279

Keywords:

Popular Education, Latin America, Popular Culture, Emancipation, Liberation

Abstract

This article investigates the original meanings of the term popular education in Latin America, whose polysemy acquired along the historical process imposes inaccuracies and obstacles to the educational debate. The guiding thread of the article is an interview with Carlos Rodrigues Brandão, for whom popular education is the work and militancy of a “thinking community”, which aims at a revolutionary process, whose liberation is the first matter of an education that is not characterized only by addressing the popular class. The origin of this tradition in the context of the 1960s, first in the effervescence of Latin American popular movements and revolutions, and then organized as resistance and fight against dictatorships, places this popular education as an insurgent practice, of organization and confrontation against the State. The text is one of the results of a research carried out through historiographic and bibliographic study, as well as interviews and conversations conducted with popular educators.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Ian Gabriel Couto Schlindwein , Universidade estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.

Master in Education by the Faculty of Education at Unicamp. Sociologist and graduated in sociology from the Institute of Philosophy and Human Sciences at Unicamp (IFCH / Unicamp).

Carolina de Roig Catini, Universidade estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, Brasil.

Professora do departamento de Ciências Sociais da Educação (DECISE) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE-UNICAMP). Pesquisadora e Vice Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Educação e Crítica Social (GEPECS), criado em 2018. Pesquisadora da Linha de Pesquisa Trabalho e Educação no Programa de Pós graduação da FE-UNICAMP. Formada em pedagogia (2004), mestre em Sociologia da Educação (2008) e doutora na área de Educação, Estado e Sociedade (2013), todos realizados na Faculdade de Educação da USP. Pesquisa de Pós-Doutorado em andamento vinculado ao Centre de Recherches Sociologiques et Politiques de Paris - CRESPPA/CNRS. Experiência como educadora, professora e pesquisadora da educação formal e não formal, dedicada ao estudo das relações educativas e das mudanças na forma social da educação a partir das categorias trabalho, direito, tempo. Atualmente dedica-se à pesquisas relacionada ao empreendedorismo e à privatização.

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5568-9974

References

Barreiro, J. (1980). Educação popular e conscientização. Petrópolis: Vozes.

Betto, F. (2008). Sobre Paulo Freire. In: CEPIS. Concepção de educação popular do CEPIS. São Paulo: Maxprint Editora e gráfica.

Bosi, E. (2003). O tempo vivo da memória: ensaios de psicologia social. São Paulo, SP: Ateliê.

Brandão, C. R. (1984). Pensar a prática: escritos de viagem e estudos sobre a educação. São Paulo, SP: Edições Loyola.

Brandão, C. R. (1995). Em Campo Aberto. São Paulo, SP: Cortez.

Brandão, C. R. (2002). A educação como cultura. Ed. rev. e ampl. Campinas, SP: Mercado de Letras.

Brandão, C. R. (2015a). Quando a Pedagogia tornou-se “do oprimido”. Quando a Educação tornou-se “popular”: um ensaio de memórias escrito a várias mentes e mãos. Disponível em: https://apartilhadavida.com.br/outros-escritos/

Brandão, C. R. (2015b). Memória Científica - Carlos Brandão. Entrevista à Marcelo Rocco. Secretaria de Comunicação - TV Unicamp. (56m54s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=g_IKWK_xR8Y

Brandão, C. R. (2018). A Educação Popular e o CEAAL na linha do tempo: memórias e reflexões de um educador dos anos sessenta. La Piragua: Revista Latinoamericana y Caribeña de Educación Popular, 44, 1-17.

Carrillo, A. T. (2011). Educación Popular, trayectoria y actualidad. Caracas: Universidad Bolivariana de Venezuela.

Costa, B (2010). Jether Ramalho: companheiro de muitas andanças até hoje!. In: José Ricardo Ramalho (Org.). Uma presença no tempo; a vida de Jether Ramalho. São Leopoldo, Oikos Ed..

ECO – Educación y Comunicaciones (2012). ECO En El Horizonte Latinoamericano (I): La Educación Popular Bajo La Dictadura. Santiago, Chile: ECO.

Fernandes, F. (2009). Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina / Florestan Fernandes, 1920 – 1995. Apresentação de Ricardo Antunes. – 4ª ed. rev. – São Paulo: Global.

Freire, P. (1987). Pedagogia do Oprimido, 17ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.

Germano, J. W. (1997). As quarenta horas de Angicos. Educação & Sociedade, 18(59), 389-393.

Harnecker, M., & Uribe, G. (1972). Cuarderno de Educacion Popular Nº 1: Explotados y Explotadores. Editorial Nacional Quimantú. Disponível em: http://www.socialismo-chileno.org/PS/quimantu/cep.html

Jara, O. (1987). A Educação na América Latina: O Desafio de Teorizar sobre a Prática para Transformar. Lições da Nicaragua: a experiencia da esperança / [por] Ernesto Cardenal [et al.]; Carlos Rodrigues Brandão (organizador). 3. ed. Campinas, SP: Papirus.

Jara, O. (2006). Ressignifiquemos as Propostas e Práticas de Educação Popular Perante os Desafios Históricos Contemporâneos. In Educação Popular na América Latina: diálogos e perspectivas / Pedro Pontual, Timothy Ireland (organizadores). Brasília: Ministério da Educação: UNESCO.

Jara, O. (2018). “Ser freireano não é repetir os textos de Paulo Freire.” – Entrevista com Oscar Jara. Entrevista concedida a Luís Gustavo Ruwer. Repórter Popular, 03 de setembro de 2018. Disponível em: http://reporterpopular.com.br/ser-freireano-nao-e-repetir-os-textos-de-paulo-freire-entrevista-com-oscar-jara/

Jara, O. (2020). La Educación Popular Latinoamericana: Historia, claves éticas, políticas y pedagógicas. Santiago de Chile: Colectivo Caracol - El apañe de los piños; Editorial Quimantú.

Korol, C. (2006). Educación Como Acción Cultural Para La Libertad. In Korol, C. Caleidoscopios de Rebeldías. Argentina, Ediciones America Libre.

Korol, C. (2008). Una perspectiva feminista en la formación de los movimientos populares: La batalla simultánea contra todas las opresiones. Revista Venezolana de Estudios de la Mujer, 3(31), 27-38.

Lang, A. B. da S. G., Campos, M. C. S. de S., & Demartini, Z. de B. F. (2010). História oral, sociologia e pesquisa: a abordagem do CERU. São Paulo, SP: Humanitas: CERU.

Lustosa, K. da S. (2018). Quando a educação é tomada como “ato subversivo”: a campanha de educação popular – CEPLAR e as ligas camponesas na Paraíba / Kelyana da Silva Lustosa. - Campina Grande.

Manfredi, S. M. (1978). Politica: educação popular. São Paulo, SP: Simbolo.

Manfredi, S. M. (2014). De Angicos ao Programa Nacional de Alfabetização. In: Alfabetizar e conscientizar: Paulo Freire, 50 anos de Angicos / Moacir Gadotti, organizador. 1. ed. – São Paulo: Instituto Paulo Freire.

Mejía, M. R. (1989a). Educação popular: pedagogia e dialetica. Ijuí, RS: Editora Unijuí.

Mejía, M. R. (1989b). Sindicato e pedagogia: rumo a uma escola enraizada na educação popular. Ijuí, RS: Editora Unijuí.

Paiva, V. P. (1987). Educação popular e educação de adultos. 5. ed. São Paulo, SP: Loyola.

Paulo, F. dos S. (2018). Pioneiros e pioneiras da Educação Popular freireana e a universidade / por Fernanda dos Santos Paulo. - São Leopoldo, RS.

Ridenti, M. (2018). 1968 Cinquentão: rebeldia e integração. Revista Eco Pós, 21(1), e18480. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v21i1.18480

Rodríguez, S. (2017). Defensa de Bolívar. Biblioteca Saavedra Fajardo, 2017. Disponível em: https://www.saavedrafajardo.org/Archivos/rodriguezdefensa.pdf

Romão, J. E. (2014). Introdução: A década que queria mudar o Brasil. Alfabetizar e conscientizar: Paulo Freire, 50 anos de Angicos / Moacir Gadotti, organizador. 1. ed. – São Paulo: Instituto Paulo Freire.

Schlindwein, I. G. C. (2020). A educação popular sob o céu da história: um estudo a partir da rememoração em Walter Benjamin. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

Schwarz, R. (2008). Cultura e política, 1964-1969. In: o pai de família e outros estudos / Roberto Schwarz. São Paulo: Companhia das Letras.

Scocuglia, A. C. (1999). História e educação popular na Paraibrasil (1961/1970). Revista de Educação Pública, n. 14, junho/dezembro, UFMT, 1999.

Torres, C. A. (1992). A Política da Educação Não-Formal na América Latina / Carlos Alberto Torres; tradução de Lólio Lourenço de Oliveira. – Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Viezzer, M. (1989). Educação popular feminista. Cunhary - Rio das Mulheres, Informativo da Rede Mulher - Ano II, número 4.

Published

2021-08-24

How to Cite

Schlindwein , I. G. C., & Catini, C. de R. (2021). Popular Education as a collective practice of insurgency and emancipation. Revista Tempos E Espaços Em Educação, 14(33), e14279. https://doi.org/10.20952/revtee.v14i33.14279

Issue

Section

Publicação Contínua