La Educación Popular como práctica colectiva de insurgencia y emancipación
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v14i33.14279Palabras clave:
Educación popular, Latinoamerica, Cultura Popular, Emancipación, LiberaciónResumen
Este artículo investiga los sentidos originarios del término educación popular en Latinoamérica, cuya polisemia adquirida en el proceso histórico impone imprecisiones y obstáculos al debate educativo. Su hilo conductor es una entrevista a Carlos Rodrigues Brandão, para quien la educación popular es trabajo y militancia de una “colectividad pensante”, que apunta a un proceso revolucionario, cuya liberación es materia prima de una educación que no se caracteriza solamente por dirigirse a la clase popular. El origen de esta tradición de los años 1960, primero en la efervescencia de los movimientos populares y revoluciones latinoamericanas y, en seguida, organizada como resistencia y lucha contra dictaduras, sitúa esta educación popular como una práctica insurgente y emancipadora, de organización y confronto contra el Estado. El texto es uno de los resultados de una investigación realizada a través de estudio historiográfico y bibliográfico, así como de entrevistas y conversaciones con educadores populares.
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