“Só vale gol de menina”: estratégias pedagógicas para a inclusão de meninas nas aulas de Educação Física e suas implicações
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v19i38.24119Palavras-chave:
Educação Física escolar, Escola, Equidade, GêneroResumo
O objetivo desta pesquisa é compreender os sentidos que alunos e alunas atribuem às estratégias pedagógicas que alteram as regras dos jogos para maior participação das meninas, bem como os efeitos delas decorrentes nas dinâmicas das aulas de Educação Física. Para tanto, foram entrevistados 11 mulheres e 7 homens, ex-alunos/as de escolas do Rio Grande Sul. Os resultados indicam que as meninas menos habilidosas veem nessas estratégias um ponto de acesso às práticas, as meninas habilidosas as reconhecem como limitantes no seu desempenho, bem como no seu processo de aprendizagem, porém ambas detectam que essas alterações causam tensões nas dinâmicas das aulas. Já os meninos não gostam de como essa prática interfere no jogo e externam esse desgosto refletindo a culpa nas meninas, os meninos menos habilidosos, ainda que sofram com os processos de exclusão, se beneficiam das prerrogativas da invisibilidade. Isso evidencia a necessidade de adotar outras estratégias pedagógicas que promovam a equidade na participação entre meninos e meninas, de modo a ampliar o envolvimento daqueles/as que, historicamente, têm sido excluídos/as das aulas de Educação Física.
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