(Re)escrevendo a cidade com o corpo: as visualidades, o dissenso e a coautoria urbana no Largo do Arouche

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24262

Palavras-chave:

espaço urbano, coautoria urbana, queer spaces, Visualidades urbanas, Largo do Arouche

Resumo

Este artigo analisa as visualidades urbanas como constante campo de disputa simbólica, política e espacial, articulando as práticas (e teorias) queer, arquitetura crítica e etnografia urbana. Parte-se da noção de coautoria urbana para compreender a cidade não apenas como produto de projetos institucionais, mas como construção cotidiana atravessada por corpos, usos e sociabilidades. A partir de referenciais da teoria urbana, da antropologia urbana e de práticas arquitetônicas críticas, o trabalho investiga como regimes de visibilidade regulam quem pode aparecer, circular e existir no espaço urbano. A análise empírica concentra-se no Largo do Arouche, em São Paulo, evidenciando como as insurgências queer produzem um território gay-friendly por meio da repetição de usos, da formação de circuitos de sociabilidade e da inscrição de sinais de ocupação no espaço urbano, formando os queer spaces. A pesquisa reafirma a visualidade como gesto, pensamento, ação e escrita política do existir citadino.

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Biografia do Autor

Redson Pagnan, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestre em Linguística e Arquiteto e Urbanista pela Universidade de Franca. Atua como professor/pesquisador do curso de Design de Interiores.

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Publicado

2026-08-28

Como Citar

Pagnan, R. (2026). (Re)escrevendo a cidade com o corpo: as visualidades, o dissenso e a coautoria urbana no Largo do Arouche. Revista TOMO, 45, e24262. https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24262

Edição

Seção

Dossiê Visualidades urbanas: poder, subjetividades, sociabilidades e o existir citadino

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