v. 13 n. 01 (2026): Jan./Jun. 2026 - Boletim Historiar

Após a realização de ajustes na diagramação e atualização das normas, temos a satisfação de lançar mais uma edição da Boletim Historiar, revista eletrônica vinculada ao Grupo de Estudos do Tempo Presente da Universidade Federal de Sergipe (GET/UFS/CNPq). Os textos deste novo número versam sobre ensino de história, historiografia medievalística, Ditadura Militar, Fascismo, a guerra em Gaza e a Primeira Guerra Mundial.  

O primeiro artigo, nomeado “SABERES E PRÁTICAS NA E PARA A ESCOLA: EXPERIÊNCIAS DE BOLSISTAS DO PIBID DE HISTÓRIA DA FAFIDAM/UECE NAS ESCOLAS DE ENSINO BÁSICO DE LIMOEIRO DO NORTE, CEARÁ, 2022 A 2024”, de Elisgardênia de Oliveira Chaves, os saberes proporcionados pelo PIBID de História para a escola, para a formação de alunos da graduação e para os Professores/Supervisores envolvidos no subprojeto desenvolvido entre 2022 e 2024.

A seguir, ainda focados no ensino de história, Willames de Santana Santos e  Lídia Baumgarten refletem, em ENSINAR HISTÓRIA EM TEMPOS DE DESENCANTO POR MEIO DA PESQUISA: CORAGEM RESISTÊNCIA E ESPERANÇA NA REDE ESTADUAL DE ALAGOAS, sobre os desafios e as potencialidades do ensino de História em escolas públicas de Alagoas. Baseados em conceitos Consciência e Cultura Histórica de Rüsen, os autores oferecem um relato acerca das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Histórica e Interdisciplinar Luiz Sávio de Almeida (G.PHILSA).

O terceiro texto, de Edilson Alves de Menezes Junior, analisa os desafios da medievalística no século XXI, destacando a necessidade de uma autorreflexão crítica sobre a operação historiográfica. Em O “JOGO DE ESCALAS” EM QUESTÃO: DESAFIOS E PROBLEMÁTICAS DA MEDIEVALÍSTICA DO SÉCULO XXI, Menezes Junior investiga o “jogo de escalas” como ferramenta metodológica para superar o internalismo das narrativas nacionais e eurocêntricas, integrando perspectivas da história global e da micro-história.

Em seguida, no artigo intitulado NOS CAMINHOS DE ROMANCES E NEGACIONISMOS: OS TEMAS DA TORTURA E DA REPRESSÃO DITATORIAL PRESENTES EM OBRAS LITERÁRIAS E NARRATIVAS DE NEGAÇÃO, Gabriela Cruz Abreu discute temas como a violência policial e da repressão política cometidos durante a Ditadura Militar brasileira em romances literários escritos no período ditatorial, além de fazer um paralelo entre essas obras e os discursos negacionistas e de abrandamento do caráter violento e repressivo do regime autoritário.

Já Gilberto Cézar de Noronha, Mickely Gomes Barrotti e Miguel Rodrigues de Camargo Paladino investigam, no texto DO FASCISMO À DITADURA: EVOCAÇÕES DA VIOLÊNCIA POLÍTICA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO, analisam as evocações da violência política no Brasil contemporâneo, a partir do documentário Torre das Donzelas, de 2018, e do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos de 8 de janeiro de 2023.

Por fim, as duas resenhas discutem e refletem sobre obras que tratam de conflitos militares. Na primeira, DA EMANCIPAÇÃO À CRISE DA SOBERANIA: MEMÓRIA, OCUPAÇÃO E RESPONSABILIDADE HISTÓRICA EM ISRAEL: WHAT WENT WRONG?, DE OMER BARTOV, Karl Schurster trata sobre a publicação Israel: What Went Wrong?, definida por ele como um acontecimento para os estudos sobre Israel e Palestina, mas também sobre a historiografia do Holocausto e da violência em massa. Já Aurealiano Soares Guedes, em CARTAS DE UM SOLDADO DO PASSADO NO TEMPO PRESENTE”, aborda o livro Narrativas da Frente Oriental: a marcha, o destino e o trauma de um soldado Austro-Húngaro (1914-1915), de autoria de Karl Schurster, Óscar Ferreiro-Vázquez e Francisco Carlos Teixeira da Silva, que reúne as memórias do soldado do império austro-húngaro Eugen Spriegel.

Desejamos a todas (os) uma ótima leitura!

As Editoras.

Publicado: 2026-07-29