REPRESENTAÇÕES DA ANGÚSTIA EM CANÇÕES DO PÓS-PUNK
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v12i29.24292Palavras-chave:
Ágon, Lirismo, Figuração, NeuroseResumo
Palavra de conceituação multívoca, com frequência o termo “Angústia” é revestido de componentes morais, especialmente quando associado ao dogma cristão, como sugeria Kierkegaard em 1844. Os estudos sobre a psiquê e as emoções humanas retiraram-no do eixo maniqueísta e a consideraram ora como sintoma relacionado à libido, com Sigmund Freud (1926), ora como um papel social, segundo Erich Fromm (1956), ora vinculado ao plano do imaginário, conforme Jacques Lacan (1963). A seu turno, Johan Huizinga (1944), Georges Bataille (1957) e Roger Caillois (1958) transportaram-no para o universo da cultura, também como signo da competição. Frente às múltiplas acepções de Angústia, numerosas composições líricas produzidas na década de 1980 sugerem que persistia a convergência entre afeto e sintoma, na caracterização da persona desejante.
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