A formação de um conhecimento afro-queer-mulher
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v17i36.22519Palavras-chave:
Estudos Queer. Educação. Formação. Mulher.Resumo
Os Estudos Queer têm se expandido para além de seus moldes tradicionais, incorporando diálogos interseccionais que reconhecem as especificidades de raça, classe e cultura. No entanto, a integração de mulheres quilombolas, de terreiro, indígenas, negras, imigrantes e refugiadas dentro deste campo acadêmico ainda carece de uma abordagem mais profunda e crítica. É neste contexto que os Estudos Afro-Queer emergem como uma plataforma de resistência, oferecendo novas possibilidades de interpretação e prática para as experiências de mulheres não-brancas. O presente estudo pretende discutir como esses corpos e práticas periféricas não apenas subvertem as narrativas hegemônicas, mas também criam espaços para a construção de saberes contra-hegemônicos, que valorizam as sabedorias afro-diaspóricas, indígenas e outras epistemologias marginalizadas. Ao investigar essas interseccionalidades, buscamos contribuir para um entendimento mais amplo das múltiplas formas de resistência cultural e política que as mulheres não-brancas articulam dentro do campo dos Estudos Afro-Queer.
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