(Re)escrevendo a cidade com o corpo: as visualidades, o dissenso e a coautoria urbana no Largo do Arouche
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24262Palavras-chave:
espaço urbano, coautoria urbana, queer spaces, Visualidades urbanas, Largo do AroucheResumo
Este artigo analisa as visualidades urbanas como constante campo de disputa simbólica, política e espacial, articulando as práticas (e teorias) queer, arquitetura crítica e etnografia urbana. Parte-se da noção de coautoria urbana para compreender a cidade não apenas como produto de projetos institucionais, mas como construção cotidiana atravessada por corpos, usos e sociabilidades. A partir de referenciais da teoria urbana, da antropologia urbana e de práticas arquitetônicas críticas, o trabalho investiga como regimes de visibilidade regulam quem pode aparecer, circular e existir no espaço urbano. A análise empírica concentra-se no Largo do Arouche, em São Paulo, evidenciando como as insurgências queer produzem um território gay-friendly por meio da repetição de usos, da formação de circuitos de sociabilidade e da inscrição de sinais de ocupação no espaço urbano, formando os queer spaces. A pesquisa reafirma a visualidade como gesto, pensamento, ação e escrita política do existir citadino.
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