Estratégias de inovação de agentes institucionais no contexto da crise econômica de meados da década de 2010 no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24884

Palavras-chave:

estratégias de inovação de agentes institucionais, crise econômica, sistema nacional de inovação, transições tecnológicas globais, Brasil

Resumo

Este artigo analisa as estratégias de inovação de agentes institucionais frente à crise econômica no Brasil no contexto de mudanças no paradigma tecno-econômico internacional. Essas estratégias consistem em ideias e expectativas que orientam alianças e ações intencionais para combinar recursos diversos em favor de inovações. Empiricamente, escrutinaram-se as respostas de agentes institucionais às mudanças provocadas pela crise econômica dos anos 2010 no sistema nacional de inovação brasileiro, valendo-se de informações em bancos de dados e das próprias organizações para analisar o desempenho das atividades e capacidades de inovação do país e de entrevistas semiestruturadas com líderes de dez relevantes organizações nacionais (acadêmicas, governamentais, empresariais) para apreender as estratégias de inovação. Identificaram-se três diferentes estratégias: adaptação do país às novas tecnologias estrangeiras para aproveitar vantagens comparativas; controle da agenda de ciência e tecnologia para promover a justiça social diante das contradições tecnológicas; ampliação de vínculos para gerar inovações no país, acentuando vocações produtivas.

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Biografia do Autor

Sandro Ruduit Garcia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Sociólogo, Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor Associado IV do Departamento de Sociologia e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia, IFCH/UFRGS. Recebeu o Prêmio Capes de Teses 2007 - Melhor Tese em Sociologia. Organizador de O Sistema Brasileiro de Inovação nas Transições Tecnológicas Globais: crises, mudanças e acúmulos, Porto Alegre, Cirkula, 2025 (com Rodrigo Wolffenbuttel, Robson Souza Júnior, Rosângela Mendonça e Patricia Rivero). Autor de Global e Local: o pólo automobilístico de Gravataí, SP, Editora Annablume, 2009 (Coleção Trabalho e Contemporaneidade). Organizador dos Dossiês Temáticos Contestação social, transformação e estabilização de mercados In Sociologias, 2023 (com Marcelo Carneiro), Estudos sociais da inovação In Em Tese, 2023 (com Rodrigo Wolffenbuttel e Robson Souza Jr), Inovação, mercado e política In Revista Pós Ciências Sociais, 2021 (com Marcelo Carneiro), Território e inovação In Geographia Meridionalis, 2020 (com Giovana Oliveira), A Sociologia Econômica e os novos temas globais In Ciências Sociais Unisinos, 2019 (com Elder Alves), Processos sociopolíticos e desenvolvimento econômico no Brasil In Latitude, 2017 (com Elder Alves). Atua principalmente na área de Sociologia Econômica com investigações sobre: inovação, relações de trabalho e globalização. Integra a linha de pesquisa Sociedade Economia e Trabalho, no PPGS-UFRGS. Líder do Grupo de Estudos da Inovação (GEI /CNPq).

Robson Rocha de Souza Júnior, Universidade Federal de Lavras

Professor adjunto do Departamento de Administração Pública da Universidade Federal de Lavras (DAP-UFLA) e coordenador do curso de Adminsitração Pública da UFLA. Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2017 - 2022), Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2012 - 2014) e Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2006 - 2011). Durante a graduação participou do programa de intercâmbio da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a Universität Passau (Alemanha), no curso Bachelor Sprache und Text (2009 - 2010). A Tese defendida no Programa de Pós-Graudação em Sociologia da UFRGS (PPGS-UFRGS), intitulada ''Governança Inovativa: a relação Estado-empresa na implementação do Prosoft pelo BNDES'', foi selecionada para concorrer ao Prêmio ANPOCS de melhor Tese do ano de 2022 na área de Ciências Sociais. Foi Professor Contratado do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG) em Leopoldina (2013 - 2015) e Professor Adjunto do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Unidade Barbacena (2018-2023). Atualmente, realiza pesquisa de fenômenos econômicos a partir de perspectiva sociológica (Sociologia Econômica), sobretudo os Estudos de Inovação, a relação Estado-empresas e o processo de digitalização da economia brasileira, esforços de pesquisas que são realizadas em colaboração com o Grupo de Estudos da Inovação (GEI), vinculado ao ao PPGS-UFRGS.

 

Rodrigo Foresta Wolffenbüttel, Universidade Estadual de Campinas

Doutor em Sociologia (2020) e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é Pesquisador Convidado do Departamento de Politica Científica e Tecnológica (DPCT/Unicamp), onde realizou Pós-Doutorado. Atualmente atua como Professor Conveniado e Técnico em Assuntos Educacionais na Secretaria de Educação a Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou um período de doutorado sanduíche na Università degli Studi di Torino com apoio e bolsa da Capes. É membro do Grupo de Estudos da Inovação (GEI - PPGS/UFRGS). Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Econômica e Sociologia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento regional, mercados, inovação, educação a distância e sustentabilidade.

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Publicado

2026-08-27

Como Citar

Ruduit Garcia, S., Rocha de Souza Júnior, R., & Wolffenbüttel, R. F. (2026). Estratégias de inovação de agentes institucionais no contexto da crise econômica de meados da década de 2010 no Brasil. Revista TOMO, 45, e24884. https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24884

Edição

Seção

Dossiê: Sociologia Econômica no Brasil: Reconfigurações dos Mercados e Disputas de Poder

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