O QUE A EJA REVELA SOBRE A ERA ALGORÍTMICA?
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v11i27.22641Palavras-chave:
Representações Sociais, Inteligência Artificial, Educação de Jovens e AdultosResumo
Este estudo analisa a representação social da Inteligência Artificial (IA) entre professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Maciço de Baturité, no contexto de um projeto de extensão voltado à formação docente. Baseando-se na Teoria do Núcleo Central de Abric, utilizamos evocação livre de palavras, hierarquização de termos, técnica do questionamento e rodas de conversa, cujas transcrições enriqueceram a análise qualitativa. Os achados indicam um deslocamento da IA de ferramenta pedagógica para um desafio sociotécnico, evidenciando barreiras estruturais à sua apropriação. Concluímos que a IA pode ampliar desigualdades educacionais, tornando urgente a implementação de políticas de inclusão digital e formação crítica.
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