ENSINAR A ORALIDADE É ENSINAR A RESISTIR: UMA ANÁLISE DIALÓGICA DE PLANOS DE AULA NA FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL EM LETRAS
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v12i29.23148Palavras-chave:
formação inicial, gêneros orais, planejamento, teoria dialógica do discursoResumo
Este artigo analisa as concepções de estudantes de Letras, em fase de estágio supervisionado, sobre o ensino da oralidade, tomando como foco o gênero discursivo plano de aula. A partir disso, analisamos dois planos de aula produzidos por estudantes de uma universidade pública do Ceará, entendendo-os como enunciados atravessados por vozes e valores. A pesquisa qualitativa e documental identifica os sentidos atribuídos à oralidade, aos gêneros orais selecionados, às estratégias didáticas propostas e aos critérios avaliativos. Os resultados revelam avanços na valorização da oralidade como prática social, mas também lacunas, como ausência de critérios avaliativos e articulação com documentos curriculares e a visão ainda performática da fala em certos momentos.
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