EL (RE)SURGIMIENTO DE LA VOZ DEL MACHAMBEIRO: APROXIMACIÓN Y DISTANCIAMIENTO DE LAS IDENTIDADES Y EXPERIENCIAS DE LAS COMUNIDADES EN LAS ESCUELAS MOZAMBIQUEÑAS
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v12i29.23082Palabras clave:
conocimiento tradicional, interculturalidad, educación de la machambaResumen
Este artículo tiene como objetivo identificar los marcos identitarios de los pueblos de la machamba presentes en el PPP 2017 de la escuela y en el PCES-2022 del Ministerio de Educación y Desarrollo Humano de la República de Mozambi que, con el fin de reflexionar sobre las posibilidades de una educación de la machamba. En este proceso, se busca valorar colectivamente las experiencias, creencias y vivencias de las comunidades para la construcción de un currículo escolar más comprometido e inserto en una perspectiva intercultural. Se considera que los planteamientos de Freire (1987), sobre la necesidad del diálogo, así como las reflexiones de Walsh (2009) y Candau (2008), que discuten la interculturali dad, pueden contribuir a la construcción colectiva de contenidos, de modo que las voces secularmente silenciadas regre sen y ocupen su espacio. El distrito de Chicualacuala cuenta con una única escuela secundaria, en la cual están presentes estudiantes de diferentes comunidades de la machamba, portadores de saberes que pueden contribuir a enfrentar las barreras encontradas en diversas áreas del conocimiento, especialmente en el área de Ciencias del primer ciclo. Durante el análisis del PPP-2017 y del PCES-2022, se observó la ausencia de la participación efectiva de las comunidades de la machamba en el proceso de enseñanza y aprendizaje. Sin embargo, la presencia de pequeños marcos identitarios identi ficados en los documentos abre la posibilidad de pensar en una educación de la machamba.
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