Mapeamento das Políticas Públicas de Educação Ambiental e das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23412Palavras-chave:
Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental, Política Estadual de Educação Ambiental, Política pública de Educação Ambiental, Programa estadual de Educação Ambiental.Resumo
A partir da década de 70 diversas ações marcaram o cenário mundial ao colocar em evidência problemáticas ambientais que impulsionaram a criação de políticas públicas específicas em Educação Ambiental (EA). No Brasil a EA foi incorporada e consolidada na legislação tornando-se um componente permanente da educação nacional com a Lei nº 9.795/1999 (PNEA). A partir desse marco a EA foi ganhando destaque, revelando tendências que estimulam uma abordagem crítica, dialógica e emancipadora. O presente artigo mostra o cenário nacional da implementação das Políticas Estaduais de Educação Ambiental no Brasil, contextualizando a importância de ações públicas para seu enraizamento. A pesquisa, de caráter documental, mapeou a existência de políticas estaduais de EA. No cenário nacional, 23 unidades federativas possuem Políticas Estaduais, enquanto 17 têm Programas Estaduais em EA, embora nem todos estejam legalmente instituídos. Destaca-se a criação das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEA), órgãos colegiados que articulam ações entre governo e sociedade civil para promover a implementação dessas políticas. Contudo, o estudo revela que muitas CIEA atuam de forma irregular ou inativa, muitas vezes devido à ausência de instrumentos legais claros ou à descontinuidade por gestões. Apesar do avanço legislativo no cenário nacional, há uma necessidade de maior articulação, fortalecimento e continuidade dessas políticas para garantir o enraizamento efetivo da EA nos estados e municípios. Conclui-se que a participação social e a institucionalização adequada das CIEA são essenciais para consolidar a EA como política pública efetiva, contribuindo para a superação da crise ambiental por meio de ações integradas e participativas.
Downloads
Referências
BARBOSA, Luciano Chagas. Políticas públicas de Educação Ambiental numa sociedade de risco: tendências e desafios no Brasil. IV Encontro Nacional da Anppas, v. 4, n. 5, p. 1-21, 2008.
BIASOLI, Semíramis; SORRENTINO, Marcos. Dimensões das Políticas Públicas de Educação Ambiental: a necessária inclusão da política do cotidiano. Ambiente & Sociedade, v. 21, n. 118, 2018.
BRASIL. Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. CIEAs: Comissões Estaduais Interinstitucionais de Educação Ambiental - Série Documentos Técnicos – 1. 28p, 2005.
BRASIL. ProNEA - Programa Nacional de Educação Ambiental. Ministério do Meio Ambiente, Departamento de Educação Ambiental; Ministério da Educação, Coordenação Geral de Educação Ambiental. 5 ed. Brasília: MMA, DF, 2018.
BRASIL. ProNEA - Programa Nacional de Educação Ambiental. Ministério do Meio Ambiente, Departamento de Educação Ambiental; Ministério da Educação, Coordenação Geral de Educação Ambiental. 6 ed. Brasília: MMA, DF, 2023.
BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 15 de setembro de 2024.
CARVALHO, Isabel Cristina Moura. A pesquisa em Educação Ambiental: perspectivas e enfrentamentos. Revista Pesquisa em Educação Ambiental, v. 15, n. 1, p. 39-50, 2020. DOI: https://doi.org/10.18675/2177-580X.2020-15126
CARVALHO, Isabel Cristina Moura. Educação Ambiental crítica: nomes e endereçamentos da educação. In: LAYRARGUES, Philippe Pomier (Org.). Identidades da Educação Ambiental brasileira. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, p. 13-24, 2004.
LAYRARGUES, Philippe Pomier. (Re)Conhecendo a Educação Ambiental brasileira In: LAYRARGUES, Philippe Pomier (Org.). Identidades da Educação Ambiental brasileira. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, p. 7-9, 2004.
LAYRARGUES, Philippe Pomier; LIMA, Gustavo Ferreira da Costa. As macrotendências político-pedagógicas da Educação Ambiental brasileira. Ambiente & sociedade, v. 17, p. 23-40, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-753X2014000100003
LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo, SP: EPU, v. 5, n. 31, p.77, 1986.
NERY-SILVA, Ana Clara. Agentes/atores envolvidos na institucionalização de políticas públicas de Educação Ambiental no Brasil e a necessidade do diálogo entre eles. Cadernos CIMEAC, v. 6, n. 1, p. 65-90, 2016. DOI: https://doi.org/10.18554/cimeac.v6i1.1686
REIGOTA, Marcos. A Educação Ambiental como educação política. In: REIGOTA, Marcos. O que é Educação Ambiental. São Paulo: Brasiliense, p. 11-19, 2014.
SORRENTINO, Marcos; TRAJBER, Rachel. Políticas de Educação Ambiental do órgão gestor. In: DE MELLO, Soraia Silva; TRAJBER, Rachel (Org.). Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em Educação Ambiental na escola. Brasília: Ministério da Educação, Coordenação Geral de Educação Ambiental: Ministério do Meio Ambiente, Departamento de Educação Ambiental: UNESCO, 2007, p. 245.
SORRENTINO, M. TRAJBER, Rachel; MENDONCA, Patrícia e FERRARO-JUNIOR, Luiz Antonio. Educação Ambiental como política pública. Educação e pesquisa, v. 31, n. 02, p. 285-299, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000200010
SORRENTINO, Marcos; NASCIMENTO, E. P. do. Universidade e políticas públicas de Educação Ambiental. Revista Educação em Foco. Juiz de Fora, v. 14, n. 2, p. 16-38, 2009.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Sergipana de Educação Ambiental

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).



















