ENTRE MUROS E TRAVESSIAS: REFLEXÕES SOBRE SABERES, AFETOS E ESCUTA NA CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v12i29.23172Palavras-chave:
Pedagogia crítica, Formação Docente, Práticas educativas, Educação para a diversidadeResumo
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os desafios e possibilidades da formação docente diante do epistemi cídio, da colonialidade do saber e das estruturas de exclusão que operam na produção de conhecimento. Apoiado nos Estudos Culturais, discute deslocamentos ético-políticos na prática pedagógica. A partir da escuta, do afeto e da experiência situada, adentramos em uma travessia do conhecimento como discurso para o conhecimento como presença. Ao reconhecer os silêncios, as ausências e os saberes historicamente desautorizados, a educação passa a ser um território de reexistência. A formação crítica emerge quando o corpo se implica, quando o saber se localiza e quando a escuta deixa de ser ferramenta e se torna prática de mundo. Travessia, aqui, é verbo e chão.
Downloads
Referências
Akotirene, C., & Ribeiro, D. (2023). Interseccionalidade. Jandaíra.
Ballestrin, L. (2013). América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, 11, 89–117. https://doi. org/10.1590/S0103-33522013000200004
Bispo dos Santos, A. (2023). A terra dá, a terra quer. Ubu Editora/Piseograma.
Du Gay, P., Hall, S., Janes, L., Madsen, A. K., Mackay, H., & Negus, K. (2013). Doing cultural studies: The story of the Sony Walkman (2nd ed., M. Steele, Ed.). SAGE Publications.
Fanon, F. (1968). Os condenados da terra (J. L. de Melo, Trad.). Editora Civilização Brasileira.
Grosfoguel, R. (2016). A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: Racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, 31(1), 25–49. https://doi.org/10.1590/ S0102-69922016000100003
Hall, S. (2018). Cultural studies and its theoretical legacies. In Essential essays, volume 1 (pp. 71–99). Duke University Press. https://doi.org/10.1215/9781478002413-006
Haraway, D. (1995). Saberes localizados: A questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial (S. W. Maluf, Trad.). Cadernos Pagu, 5, 7–41. https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773
hooks, b. (2012). Ensinando a transgredir: A educação como prática de liberdade. WMF Martins Fontes.
Ingold, T. (2016). Chega de etnografia! A educação da atenção como propósito da antropologia. Educação, 39(3), 404 423. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2016.3.21690
Kilomba, G. (2019). Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano.
Cobogó. Kopenawa, D., & Albert, B. (2015). A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami (B. Perrone-Moisés, Trad.). Companhia das Letras.
Orobitg, G. (2022). Para além do sonho e da vigília: O sonho ameríndio e a existência. Revista de Antropologia, 65(3), e185870. https://doi.org/10.11606/1678-9857.ra.2022.206557
Pereira, F. L. (2023). Estudos culturais em saúde e o evento da saúde sexual para ginecologistas, terapeutas tântricas e trabalhadoras sexuais [Tese de doutorado, Universidade Estadual de Campinas].
Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In E. Lander (Org.), A colonialidade do saber: Eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas (pp. 117–142). CLACSO. http://bibliotecavirtual. clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf
Said, E. W. (2007). Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente. Companhia das Letras.
Santos, B. de S. (2010). Epistemologias do Sul (M. P. Meneses, Org.). Cortez.
Siqueira, P. (2005). “Ser afetado”, de Jeanne Favret-Saada. Cadernos de Campo, 13(13), 155–161. https://doi.org/10.11606/ issn.2316-9133.v13i13p155-161
Spivak, G. C. (2010). Pode o subalterno falar. UFMG.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Thabata Cristina Rosa Negrete, Antonio Rodrigues Ferreira Júnior

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

A REVEC utiliza a Licença Creative Commons CC BY 4.0, que permite aos licenciados copiar, distribuir, exibir, executar e criar obras derivadas, desde que seja atribuído o devido crédito ao autor ou ao licenciador.
A revista reconhece que os autores mantêm os direitos autorais sobre suas produções, mas é necessário que concordem em conceder à REVEC o direito de primeira publicação. Além disso, os autores devem estar cientes de que:
- Em qualquer publicação posterior, seja em repositórios institucionais, capítulos de livros ou outras produções derivadas, deve ser indicado o crédito à publicação original na REVEC.
- É permitido e incentivado que os autores publiquem e distribuam seus trabalhos online (por exemplo, em repositórios institucionais ou páginas pessoais) antes ou durante o processo editorial, pois isso pode gerar melhorias no texto e aumentar o impacto e a visibilidade da pesquisa publicada pela revista.














