Percepções ambientais
o olhar de atores sociais sobre o Parque Nacional do Iguaçu
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23428Palavras-chave:
Unidades de Conservação, Educação Ambiental, Serviços EcossistêmicosResumo
As Unidades de Conservação (UCs) são locais estratégicos para a proteção da biodiversidade e a prestação de serviços ecossistêmicos, mas sua efetividade está condicionada à relação que é estabelecida com as comunidades que interagem diretamente com esses territórios. Assim, este estudo teve como objetivo investigar a percepção de atores sociais sobre o Parque Nacional do Iguaçu (PARNA Iguaçu), visando subsidiar o desenvolvimento de ações educativas alinhadas à sua realidade. Trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem quali-quantitativa. Os dados foram constituídos por meio de um questionário aplicado a 86 participantes envolvidos na elaboração do Projeto Político-Pedagógico mediado pela Educação Ambiental (PPPEA) da UC. A análise foi realizada por meio da Análise de Conteúdo, Análise das Falas Significativas e cálculo de Ranking Médio. Os resultados indicaram que a maioria dos respondentes se sente beneficiada por viver próximo ao PARNA, valorizando aspectos como biodiversidade, potencial turístico, bem-estar emocional e senso de identidade. Todos os serviços ecossistêmicos avaliados foram considerados importantes, com destaque para a conservação da biodiversidade, seguida pela melhoria da qualidade do ar e pela regulação climática. Por outro lado, também foram apontados desafios relevantes, como restrições de acesso, invisibilidade de algumas comunidades e conflitos com a fauna silvestre. As percepções revelaram tanto benefícios quanto desafios de viver próximo a uma UC de Proteção Integral, reforçando a necessidade de ações de Educação Ambiental que dialoguem com o território, fortaleçam o engajamento das comunidades locais e ampliem sua participação nos processos de gestão da unidade.
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