A capitalização da natureza em áreas protegidas e suas implicações à educação ambiental
discursos sobre a concessão do Parque Estadual do Ibitipoca (MG)
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23433Palavras-chave:
Áreas Protegidas; Capitalização da Natureza; Educação Ambiental.Resumo
Frente ao atual cenário de emergência climática, o estabelecimento de Áreas Protegidas (APs) é concebido como uma estratégia promissora, visto que a degradação ambiental é compreendida como uma das principais causas das mudanças no clima. Contudo, o estabelecimento dessas, ao ocasionar transformações nas dinâmicas socioambientais e territoriais locais, pode ser precursor de desigualdades ambientais, implicando em direitos à e da natureza. Diante desse contexto, tecendo contribuições da Análise Crítica do Discurso para a EA, o presente artigo apresenta uma análise sobre as forças ideológicas atuantes nas agendas e políticas ambientais nacionais e internacionais relacionadas às APs, a fim de compreender como essas se estabelecem em discursos de atores locais e externos relacionados ao processo de concessão do Parque Estadual do Ibitipoca (MG), bem como apreender educabilidades que emergem dos discursos pesquisados. A partir da análise dos discursos referenciados, a disputa de interesses em torno da concessão do parque revela uma assimetria de poder e contradições socioambientais instauradas no contexto local, uma vez que os discursos favoráveis, ancorados em ideais hegemônicos, acabam por ocultar desigualdades ambientais locais e entraves para a consolidação de uma participação social efetiva, os quais são enunciados nos discursos contrários. Sendo assim, a EA crítica assume um importante papel nesse contexto, ao buscar compreender e construir educabilidades que emergem das realidades locais, as quais evidenciam sentidos e interesses outros sobre as questões ambientais e potencializam a consolidação de soluções concretas e mais justas na busca por transformações sociais.
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Referências
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