Busca por interlocuções entre Educação Ambiental e Agricultura Urbana
registros fotográficos de um processo de pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23753Keywords:
agroecologia, ecologia política, educação, movimentos sociais, territórioAbstract
Nas últimas décadas, a educação ambiental tem sido marcada por abordagens centradas em mudanças individuais, frequentemente desprovidas de um substrato sociopolítico capaz de enfrentar a crescente complexidade ambiental e social. Diversos autores têm apontado a necessidade de repensar seus fundamentos e ampliar o diálogo com comunidades e grupos populares subalternizados, fortalecendo suas lutas por justiça socioambiental. Este artigo apresenta uma narrativa fotográfica construída a partir de pesquisa realizada junto a uma rede de agricultores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A pesquisa contribui ao destacar a fotografia como pilar metodológico, não apenas como recurso ilustrativo, mas como documento autêntico capaz de cristalizar vivências e produzir representações. Nesse sentido, amplia as possibilidades de compreender e comunicar processos educativos vinculados às lutas sociais e ambientais.
Downloads
References
ALIMONDA, H. La colonialidad de la naturaleza: una aproximación a la ecología política latinoamericana. En H. Alimonda (Org.). La naturaleza colonizada: ecología política y minería en América Latina. CLACSO, 2011.
ARROYO, M. Outros sujeitos, outras pedagogias. 2 ed. Petrópolis, RJ : Vozes, 2014.
CARVALHO, I. C. M. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2012.
COSTA, R. N.; BRANQUINHO, F. A fronteira entre a comunidade e a unidade de conservação mastigada pela formiga-onça. ILUMINURAS, v. 17, n. 42, 2016. DOI: 10.22456/1984-1191.70011 DOI: https://doi.org/10.22456/1984-1191.70011
EDWARDS, Elizabeth “Objects of Affect: Photography Beyond the Image”. Annual Review of Anthropology, v. 41, p. 221–34. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev-anthro-092611-145708
FALS-BORDA, O. Orígenes universales y retos actuales de la IAP. Análisis Político, n. 38, p. 73-90, 1999.
FERNADEZ, A. C.; FILHO, A. C. Agricultura familiar urbana: limites da política pública e das representações sociais. Cidades, Comunidades e Territórios, 39, p. 141 – 154, 2019.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25 ed. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 2002.
GONZALEZ-GAUDIANO, E. J.; MEIRA-CARTEA, P. A. Environmental education under siege: Climate radicality. The Journal of Environmental Education, v. 50, n. 4-6, p. 386-402, 2019. https://doi.org/10.1080/00958964.2019.1687406 DOI: https://doi.org/10.1080/00958964.2019.1687406
LAYRARGUES, P. P.; LIMA, G. F. C. As macrotendências político-pedagógicas da educação ambiental brasileira. Ambiente & Sociedade, v. 17, n. 1, p. 23-40, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-753X2014000100003 DOI: https://doi.org/10.1590/1809-44220003500
LEFF, E. Ecologia Política: uma perspectiva Latino-Americana Perspective. Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 35, p. 29-64, 2015. http://dx.doi.org/10.5380/dma.v35i0.44381 DOI: https://doi.org/10.5380/dma.v35i0.44381
LENTON, T. M. et al. (Orgs.). The Global Tipping Points Report 2023. Exeter: University of Exeter, 2023. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-031-25910-4_139
MARTINS, P. C. M.; SALGADO, S. C.; NUNES, D. V.; COSTA, R. N.; SÁNCHEZ, C. Entre la agricultura urbana y la educación ambiental: la construcción de pedagogías en una perspectiva decolonial. Algarrobo-MEL, v. 13, p. 1–14, 2025. Disponível em: https://revistas.uncu.edu.ar/ojs3/index.php/mel/article/view/8949
MACHADO, C. R. S.; MORAES, B. E. Educação ambiental crítica: da institucionalização à crise. Quaestio - Revista de Estudos em Educação, v. 21, n. 1, 2019. DOI: 10.22483/2177-5796.2019v21n1p39-58. DOI: https://doi.org/10.22483/2177-5796.2019v21n1p39-58
PETRUS, F.; LAGO, L. C.; FERRER, L. Agricultura urbana e o direito à cidade. In. RIBEIRO, L. C.; RIBEIRO, M. G. Reforma Urbana e Direito à Cidade: Rio de Janeiro. 1. ed. - Rio de Janeiro: Letra Capital, 2022.
PIRES, M. C. F.; SILVA, S. L. P. O cinema, a educação e a construção de um imaginário social contemporâneo. Educação & Sociedade, v. 35, n. 127, p. 607–616, abr. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000200015
PORTO GONÇALVES, C. W. A Ecologia Política na América Latina: reapropriação social da natureza e reinvenção dos territórios. Interthesis, v.9, n.1, p. 16-50, 2012. http://dx.doi.org/10.5007/1807-1384.2012v9n1p16 DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2012v9n1p16
QUIÑONEZ, S. A. Defensa Ambiental, Derechos Humanos y Ecogenoetnocidio Afrocolombiano. Pesquisa em Educação Ambiental, v. 13, n. 1, p. 10-27, 2018. http://dx.doi.org/10.18675/2177-580X.vol13.n1.p10-27 DOI: https://doi.org/10.18675/2177-580X.vol13.n1.p10-27
RICHARDSON, K. et al. Earth beyond six of nine planetary boundaries. Science Advances, v. 9, n. 37, eadh2458, 2023. https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.adh2458 DOI: https://doi.org/10.1126/sciadv.adh2458
SCHAEFFER, R. et al. Ten new insights in climate science 2024. One Earth, v. 8, n. 6, p. 101285, 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.oneear.2025.101285 DOI: https://doi.org/10.1016/j.oneear.2025.101285
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Lendo e agenciando imagens: o rei, a natureza e seus belos naturais. Sociologia & Antropologia, v. 4, n. 2, p. 391-431, 2014. http://www.revistappgsa.ifcs.ufrj.br/pdfs/5-ano4-v04n02_lilia-moritz-schwarcz.pdf DOI: https://doi.org/10.1590/2238-38752014v425
SILVA, R. T.; RODRIGUES, F.; ALENCAR, W. Inteligência Bandida: esboço de uma epistemologia das favelas em diálogo com Paulo Freire e Vigotski. Revista Aleph, v. 5, p. 66-85, 2022.
SOUZA, M. Ambientes e Territórios: uma introdução à Ecologia Política, 1 ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2019.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Revista Sergipana de Educação Ambiental

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).



















