Entre resíduos e esperança
uma análise das contribuições do filme Wall-e para a educação ambiental
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24691Keywords:
Cinema, consumerism, environmental education, solid waste, sustainabilityAbstract
This study aims to analyze the contributions of the film WALL·E (2008) to the promotion of Environmental Education, identifying the messages and reflections it raises regarding consumer society and sustainability. Methodologically, this is a qualitative research study of an interpretative nature, which employs content analysis as its analytical procedure, based on the prior definition of the following thematic categories: consumerism, management and improper disposal of solid waste, lack of environmental management, and implications for public health. The film scenes were selected, classified, and interpreted in light of authors who discuss the socio-environmental crisis from a critical perspective, considering its social, political, economic, and cultural dimensions. The results show that WALL·E (2008) constructs a strong critique of the hegemonic model of production and consumption, associating consumerism with excessive waste generation, the absence of effective public environmental management policies, and the deterioration of human health conditions and quality of life. Furthermore, the work reveals processes of alienation, technological dependence, and weakening of individual autonomy, reinforcing the need for an environmental education committed to critical and emancipatory formation. It is concluded that the film presents high educational potential, constituting an important pedagogical mediator for the development of Environmental Education practices aimed at problematizing the socio-environmental crisis and fostering an ethical, political, and transformative awareness.
Downloads
References
ACSELRAD, Henri. Justiça ambiental: ações coletivas e estratégias discursivas. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004.
ALMEIDA, José R. Educação ambiental: da prática educativa à cidadania ecológica. São Paulo: Cortez, 2010.
ALMEIDA, Maria. Educação ambiental e sensibilização socioambiental. São Paulo: Editora Acadêmica, 2010. Disponível em: https://bit.ly/3p1Almeida. Acesso em: 5 out. 2025.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011. Disponível em: https://bit.ly/3p1Bardin. Acesso em: 4 out. 2025.
BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela Terra. 28. ed. Petrópolis: Vozes, 2020.
BRASIL. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 3 ago. 2010.
BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 28 abr. 1999.
CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 2002.
CORREIA, Lucas. O cinema como recurso pedagógico em Educação Ambiental. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 6, n. 2, p. 45–60, 2011. Disponível em: https://bit.ly/3p1Correia. Acesso em: 7 out. 2025.
COSTA, Fábio. Mídia e Educação Ambiental: o potencial pedagógico da narrativa fílmica. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 102, n. 260, 2021.
DEAN, Warren. A ferro e fogo: história da devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. Disponível em: https://bit.ly/3p1Dean. Acesso em: 6 out. 2025.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. 9. ed. São Paulo: Gaia, 2015.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. 7. ed. São Paulo: Gaia, 2001. Disponível em: https://bit.ly/3p1Dias. Acesso em: 5 out. 2025.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 34. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo: Peirópolis, 2000.
GUIMARÃES, Mauro. A formação do educador ambiental. 8. ed. Campinas: Papirus, 2014.
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.
JACOBI, Pedro. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. São Paulo: Cortez, 2005.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.
LOUREIRO, Carlos Frederico B. Educação ambiental e movimentos sociais: perspectivas críticas. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2019.
LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2012. Disponível em: https://bit.ly/3p1Loureiro. Acesso em: 7 out. 2025.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2012.
ROBINSON, Mary. Climate justice: hope, resilience, and the fight for a sustainable future. New York: Bloomsbury Publishing, 2018.
SACHS, Ignacy. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. 3. ed. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 27. ed. Rio de Janeiro: Record, 2016.
SILVA, Ana Paula. Impactos socioambientais e sustentabilidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.
Wall·E. Direção: Andrew Stanton. Produção: Jim Morris. Roteiro: Andrew Stanton; Jim Reardon. Estados Unidos: Pixar Animation Studios; Walt Disney Pictures, 2008. 1 filme (97 min), son., color.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Revista Sergipana de Educação Ambiental

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).



















