Para’í e o aterrar
o cinema (e o cineclube) como prática educomunicadora para um aterramento climático frente ao negacionismo climático
Palabras clave:
Cinema; Cineclube; Educomunicação; Imaginário; Negacionismo climáticoResumen
Frente a las múltiples formas de negación del Nuevo Régimen Climático (Latour, 2020b), este ensayo propone reflexionar sobre el cine de ficción y la experiencia cineclubista como prácticas educomunicativas orientadas hacia un enraizamiento crítico de las cuestiones climáticas. A partir del análisis de la película Para’Í (2018), se discute cómo la ficción, lejos de ocultar lo real bajo el velo de la ilusión (Rosset, 1989), puede afirmarlo, especialmente al movilizar afectos, símbolos y experiencias de pertenencia. En este marco, el cineclub se comprende como un espacio de intercambio y escucha, en el cual los sentidos producidos por las imágenes se colectivizan y se pluralizan. En diálogo con autoras y autores como Danowski, Almeida, hooks, Santos y Latour, se argumenta que el enfrentamiento al negacionismo climático exige algo más que datos: requiere narrativas que desestabilicen las fronteras entre naturaleza y cultura, técnica y afecto, realidad y ficción. Al permitir una aproximación sensible a un hiperobjeto como el cambio climático, el cineclub se configura como una práctica política de enraizamiento y resistencia, convocando otras formas de ver, sentir y existir. De este modo, el cine, cuando es apropiado de forma colectiva y dialógica, puede abrir fisuras en el imaginario dominante y contribuir a la construcción de otros mundos posibles.
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Citas
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