Entre correntes e convergências
a complexidade político-pedagógica da Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23441Palavras-chave:
Educação Ambiental, Epistemologia, Tendências político-pedagógicasResumo
O ensaio discute a Educação Ambiental (EA) como campo interdisciplinar e político-pedagógico, abordando sua pluralidade epistemológica e as diferentes tendências que configuram suas práticas educativas. Defende-se que a EA não é neutra nem monolítica, mas resultado da confluência de múltiplas concepções de natureza, sociedade e educação, influenciadas por contextos históricos, sociais e ideológicos. O texto apresenta um mapeamento detalhado das correntes político-pedagógicas em EA — das clássicas, como naturalista, conservacionista e resolutiva, às contemporâneas e pós-críticas, como feminista, decolonial, ecofeminista, estético-ambiental e socioambiental — evidenciando suas concepções de meio ambiente, estratégias pedagógicas e objetivos. O trabalho aponta críticas às abordagens tradicionais por sua superficialidade e ausência de crítica às estruturas sociais que sustentam a crise ambiental. Propõe uma EA crítica, dialógica e transformadora, que integre justiça social, afetividade, diversidade cultural e participação política, alinhando-se à perspectiva pós-crítica que valoriza o sensível, o corpo e a subjetividade. Conclui-se que a EA deve ser compreendida como dimensão essencial da educação, comprometida com a formação de sujeitos críticos, atuantes e capazes de transformar a realidade socioambiental de forma ética e democrática.
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