O corpo em Judith Butler
contribuições da fenomenologia e da pragmática para uma concepção performativa do gênero
Mots-clés :
Gênero, ato performativo, fenomenologia, corpo, pragmáticaRésumé
Este estudo tem como objetivo expor como Judith Butler apropriou-se dos princípios fenomenológicos e pragmáticos na construção do gênero como ato performativo, tendo o corpo como ponto de partida. Para tanto, além de apresentar as considerações pertinentes acerca da fenomenologia, este estudo aborda também aspectos do campo da pragmática, visto que ambos desempenham um papel fundamental na concepção de gênero proposto por Butler. O método empregado consistiu na análise estrutural de Goldschmidt da obra Os Atos Performativos e a Constituição do Gênero: Um Ensaio sobre Fenomenologia e Teoria Feminista, possibilitando a compreensão de como Butler arquitetou sua escrita com conceitos específicos para teorizar o gênero como performativo. Observou-se no estudo que, ao incorporar a pragmática na construção do gênero como um conjunto de atos performativos, Butler indica que é no aspecto performativo da subjetividade que pode-se realizar uma reformulação das premissas individualistas implícitas à perspectiva fenomenológica. Portanto, mostra-se necessário ampliar os estudos de gênero voltados à população não heteronormativa para analisar os aspectos psicológicos implicados pela subversão dos papéis de gênero.
Téléchargements
Références
AUSTIN, J. L. Quando dizer é fazer: palavras e ação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.
BUTLER, J. Corpos que importam: os limites discursivos do "sexo". 1ª edição. São Paulo: N-1 Edições, 2019.
BUTLER, J. Os atos performativos e a constituição do gênero: um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista. Chão da Feira, Caderno n. 78, p. 1-16, 2018.
DARTIGUES, A. O que é a fenomenologia? São Paulo: Ed Moraes, 1992.
HUSSERL, E. A Ideia da fenomenologia. Lisboa: Edições 70, 2008.
LYOTARD, J-F. A fenomenologia. Lisboa: Edições 70, 2008.
MARCONDES, D. Por uma Visão Performativa da Pragmática: Significado e Ação. Cognitio: Revista de Filosofia, v. 11, n. 2, janeiro de 2013.
MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
NOGUEIRA, S. O método de análise estrutural de textos filosóficos em Gueroult e Goldschmidt. XIII SEMOC, 2010.
OLIVEIRA, J. A. Pragmática e Comunicação. Linguagem em Foco, Fortaleza, v. 2, n. 2, p. 53-68, 2010.
OTTONI, P. John Langshaw Austin e a visão performativa da linguagem. DELTA: Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, v. 18, n. 1, agosto de 2018.
PIRES, J. Considerações sobre o conceito de intencionalidade em Edmund Husserl. Revista de Estudos dos Pós-graduandos em Filosofia, v. 4, n. 07, julho de 2012.
ROEHE, M. V. Uma abordagem fenomenológico-existencial para a questão do conhecimento em psicologia. Estudos de Psicologia, v. 11, n. 2, p.153-158, 2006.
SOKOLOWSKI, R. Introdução à fenomenologia. São Paulo: Loyola, 2012.
YULE, G. Pragmatics. Oxford University Press. 1996.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Anne Caroline Rodrigues Guimarães, Bianca Leilane Santos de Lima 2026

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale 4.0 International.
Autorizo, para os devidos fins, de forma gratuita, a publicação de meu trabalho, no ato de submissão, sendo responsável pessoalmente pelas ideias nele contidas.











