Saberes indígenas na Educação Ambiental

a articulação entre as dimensões ética, estética e política

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23350

Palavras-chave:

Cultura, Educação, Natureza

Resumo

Este artigo parte da compreensão de que a crise ambiental é resultado das formas como a sociedade moderna se relaciona com a natureza e de que é imprescindível, portanto, a valorização dos saberes dos povos indígenas, que resistiram e resistem aos ideais civilizatórios, e demonstram, através de seus modos de vida, possibilidades mais saudáveis e equilibradas de ser e estar na Terra. Através de um ensaio teórico, defende-se a realização de uma Educação Ambiental que valorize a sensibilidade e a criticidade como importâncias equivalentes, ressaltando-se a oportunidade de incorporação de saberes indígenas nos processos educativos com vistas ao desenvolvimento da consciência ecológica e da consciência política. São apresentadas algumas sugestões de práticas de Educação Ambiental buscando estabelecer diálogo entre elas e os saberes indígenas a partir da articulação entre as dimensões estética, ética e política, expressa nos pilares: 1) valorização do contato com a natureza, 2) descentralização da perspectiva antropocêntrica, e 3) organização coletiva em ações políticas.

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Biografia do Autor

Gabriela Estevam, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR, Brasil.

Graduada em Bacharelado em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Paraná. Graduada em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Federal do Paraná. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná. Participa do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Cultura da Sustentabilidade, registrado e certificado pelo CNPq.

Valéria Ghisloti Iared, Universidade Federal do Paraná. Palotina, PR, Brasil.

Graduada em licenciatura e bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (2006). Especialista em Educação Ambiental pelo Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (CRHEA/ EESC/ USP). Mestra em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar (2010). Doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Carlos (2015). Participa do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Cultura da Sustentabilidade, registrado e certificado pelo CNPq. É membro (Affiliate member) do Education, Environment and Sustainability (EES) Faculty Research Group da Monash University (Melbourne, Austrália), da Rede de Educação Ambiental do Paraná (REA -PR), da Rede Brasileiria de Educação Ambiental (REBEA) e Rede Universitária de Programas de EA para Sociedades Sustentáveis (RUPEA). É associada da Aliança Tropical de Pesquisa da Água (TWRA: Tropical Water Research Alliance) e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Atualmente, é Professora Adjunta da Universidade Federal do Paraná (Setor Palotina) e professora permanente do Programa de Pós Graduação em Educação/UFPR e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências, Educação Matemática e Tecnologias Educativas/UFPR. Bolsista Produtividade da Fundação Araucária.

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Publicado

30.09.2025

Como Citar

Estevam, G., & Ghisloti Iared, V. (2025). Saberes indígenas na Educação Ambiental: a articulação entre as dimensões ética, estética e política. Revista Sergipana De Educação Ambiental, 12(1), 1–18. https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23350