Educação Ambiental crítica na formação de professores de Pedagogia
diálogo com o ser eo fazer “EcoAtivo”
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24370Keywords:
Educação ambiental, Formação de professores, Pedagogia, Políticas educacionais, Transversalidade curricularAbstract
O presente artigo deriva de uma pesquisa de mestrado que teve como objetivo analisar as formas pelas quais a Educação Ambiental tem sido integrada à formação dos discentes do curso de Pedagogia de uma universidade federal situada na Região Norte do Brasil. O estudo apresenta os principais resultados de uma pesquisa documental, de abordagem qualitativa, fundamentada na análise de legislações, documentos institucionais e projetos pedagógicos de curso, bem como em revisão bibliográfica de produções acadêmicas relacionadas à temática. A análise dos dados foi orientada pelo método hermenêutico-dialético, por compreender-se que este possibilita a interpretação crítica das contradições, mediações e limites presentes na formação inicial docente. Os resultados indicam que os documentos institucionais analisados preconizam a inserção da Educação Ambiental de forma transversal, interdisciplinar e articulada ao currículo. Entretanto, apesar das recomendações normativas, não se evidenciam diretrizes metodológicas ou estratégias pedagógicas que viabilizem a efetivação dessas orientações no processo formativo. Diante desse cenário, o estudo sugere que o diálogo com a base filosófica do Ser e Fazer EcoAtivo pode se constituir em uma estratégia formativa relevante para o fortalecimento de uma Educação Ambiental crítica, contextualizada e emancipatória no curso de Pedagogia.
Downloads
References
AMAZONAS. Lei Nº 3.222, de 2 de janeiro de 2008. Dispõe sobre a política de educação ambiental do Estado do Amazonas e dá outras providências. Manaus, 2008. Disponível em: https://sapl.al.am.leg.br/media/sapl/public/normajuridica/2008/7677/7677_texto_integral.pdf. Acesso em: 15 fev. 2023.
BATALHA-LEMKE, J. A abordagem filosófica do Ser e Fazer “EcoAtivo”: transformar pelo sensibilizar, ponderar e renovar na práxis educativa. Braunschweig: Technische Universität Braunschweig, Instituto für Sportwissenschaft und Bewegungspädagogik, 2021. Estágio de Pós-Doutorado. Ijuí: Editora Unijuí, 2023. 80 p. Obra no prelo.
BATALHA-LEMKE, J. Ökologie–Leib–Bewegung: Grundlagen und Perspektiven einer ökologischen Bewegungspädagogik für den schulischen Lern-, Erziehungs- und Bildungsprozess in Brasilien. 2022. Tese (Doutorado em Filosofia, Educação e Pedagogia do Movimento) – Technische Universität Braunschweig, Braunschweig, 2017.
BATALHA-LEMKE, J. Pedagogia ecológica do movimento: rumo ao Ser e Fazer EcoAtivo como parceria de diálogo ideal no processo de formação humana. Vídeo (2 h 52 min 59 s). Seminário Temático em Educação, Corpo e Sociedade, 7., 2021. Publicado pelo canal Grupo GEPEFRI UFAM. Disponível em: https://www.youtube.com. Acesso em: 5 nov. 2021.
BISSOLI, M. F.; BOTH, I. I. Dos sentidos da formação aos sentidos do trabalho. In: CORRÊA, C. H. A.; CAVALCANTE, I. P. C.; BISSOLI, M. F. Formação de professores em perspectivas. Manaus: EDUA, 2016. p. 301.
CARIDE, J. A. Educación ambiental y desarrollo: la sustentabilidad y lo comunitario como alternativas. Revista Interuniversitaria de Pedagogía Social, v. 2, p. 7–30, 1998.
CHEN, H.; QIAN, W.; WEN, Q. The impact of the COVID-19 pandemic on consumption: learning from high-frequency transaction data. AEA Papers and Proceedings, v. 111, p. 307–311, 2021.
DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: UNESCO, 1996.
GATTI, B. A. Formação de professores, complexidade e trabalho docente. Revista Diálogo Educacional, v. 17, n. 53, p. 721–737, 2017.
GUIMARÃES, M. A dimensão ambiental na educação. Campinas: Papirus, 1995.
GURESKI, D. Complexidade na formação de professores. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – EDUCERE, 12., 2015, Curitiba. Anais […]. Curitiba, 2015.
LOUREIRO, C. F. B. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. São Paulo: Cortez, 2004.
LOUREIRO, C. F. B. Questões ontológicas e metodológicas da educação ambiental crítica no capitalismo contemporâneo. REMEA – Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 36, n. 1, p. 79–95, 2019.
LOUREIRO, C. F. B. Educação ambiental crítica: contribuições e desafios. In: Conceitos e práticas em educação ambiental na escola. São Paulo: Cortez, 2021. p. 65.
MAIA, J. S. S. Educação ambiental crítica e formação de professores. 2011. Tese (Doutorado em Educação para a Ciência) – Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2011. Disponível em: https://cutt.ly/XW5gGAx. Acesso em: 15 jul. 2025.
MÉSZÁROS, I. Marx’s theory of alienation. London: Merlin Press, 1975.
MÉSZÁROS, I. Estrutura social e formas de consciência I: a determinação social do método. Tradução de Luciana Pudenzi, Francisco Raul Cornejo e Paulo Cesar Castanheira. São Paulo: Boitempo, 2009.
MINAYO, M. C. S. Hermenêutica-dialética como caminho do pensamento social. In: MINAYO, M. C. S. Caminhos do pensamento: epistemologia e método. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2002. p. 83–107.
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10. ed. São Paulo: Hucitec, 2007.
MUCCI, J. L. N. Introdução às ciências ambientais. In: PHILIPPI JR., A.; PELICIONI, M. C. F. Educação ambiental e sustentabilidade. Barueri: Manole, 2005.
NOVO, M. La educación ambiental: una genuina educación para el desarrollo sostenible. Revista de Educación, número extraordinario, 1985. Disponível em: http://www.revistaeducacion.mec.es/re2009/re2009.pdf. Acesso em: 17 maio 2021.
OCA. Manual do ingressante. Piracicaba: ESALQ-USP, 2012. Disponível em: https://ocaesalq.wordpress.com/producoes-oca/. Acesso em: 5 set. 2016.
PATIÑO, M. La formación docente y ambiental. Revista de Ciencias Humanas, UTP, 2000.
SÁ-SILVA, J. R.; ALMEIDA, C. D.; GUINDANI, J. F. Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, v. 1, n. 1, 2009.
UNESCO. Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental. Tbilisi, Geórgia, 1977.
UNESCO; PNUMA. Universidade e meio ambiente na América Latina e no Caribe. Seminário de Bogotá. Bogotá: ICFES, 1993.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS. Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2016–2025). Manaus, 2016. Disponível em: https://proplan.ufam.edu.br/index.php/pdi. Acesso em: 12 fev. 2022.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS. Faculdade de Educação. Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia. Resolução Nº 095/2018. Manaus, 2019. Disponível em: https://www.faced.ufam.edu.br/curso-de-pedagogia.html. Acesso em: 23 set. 2022.
VASCONCELOS, C. S. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2004.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Revista Sergipana de Educação Ambiental

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).



















