Contribuições do EducaTrilha na Escola para a formação de professores

o olhar dos docentes participantes

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23422

Palabras clave:

ambiente, educação, formação contínua, professores

Resumen

Frente a la actual emergencia climática y la intensificación de los impactos socioambientales globales, la educación ambiental crítica se configura como un camino estratégico para la formación de docentes comprometidos con la construcción de sociedades sostenibles. En este contexto, el presente artículo analiza las contribuciones del programa EducaTrilha na Escola – desarrollado en la Estación Experimental de Tupi, en Piracicaba-SP – para la formación docente, desde la perspectiva de los educadores participantes. Com este fin, se aplicó un cuestionario a los docentes involucrados y los datos fueron analizados mediante análisis de contenido temático. Se identificaron siete categorías de contribuciones: “cambios en la visión, la actitud y los hábitos” (48%), “metodologías, vivencias y prácticas” (36%), “aprendizaje y desarrollo profesional” (28%); “conocimientos e información” (20%); “trabajo en equipo e interdisciplinario” (12%); “intercambios entre profesionales y escuelas” (8%); y “excursiones culturales” (4%). Estos resultados refuerzan que el programa ha promovido no solo la actualización de conocimientos, sino también la reflexión crítica y la movilización de valores y actitudes alineados con los principios de la educación ambiental crítica y el desarrollo profesional docente. Así, se destaca la importancia de políticas públicas y programas de formación que valoren procesos formativos que favorezcan la interdisciplinariedad, el trabajo colectivo y la articulación entre teoría y práctica, superando modelos fragmentados o meramente transmisivos, así como las visiones acríticas y despolitizadas de la educación ambiental.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Maria Luísa Bonazzi Palmieri, Instituto de Pesquisas Ambientais

É graduada em Gestão Ambiental pela ESALQ/USP (2008), mestre em Educação pela UNESP de Rio Claro (2011) e doutora em Ciências pelo Programa Interunidades em Ecologia Aplicada ESALQ/CENA - USP (2018). É especialista ambiental do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) lotada no Departamento de Conservação da Biodiversidade. Atua na Estação Experimental de Tupi (Piracicaba-SP) na área de educação ambiental em áreas protegidas, com o desenvolvimento de pesquisas científicas e  programas de educação ambiental. Participa do Grupo de Pesquisa "Planejamento e Monitoramento Territorial para a Conservação da Biodiversidade do IPA", é docente do Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para Ensino das Ciências Ambientais (PROFCIAMB - Associada USP) e participa do Laboratório de Educação e Política Ambiental (Oca/ESALQ/USP). 

Bruno Fernandes, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"

´´É tecnólogo Ambiental pela Faculdade de Tecnologia - FT/UNICAMP (2014), Especialista em Educação Ambiental e Transição para Sociedades Sustentáveis (Oca/ESALQ-USP), Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais (PPGRF-ESALQ/USP) e Doutorando em Ecologia Aplicada pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades (PPGI-USP). É integrante do Grupo de Pesquisa em Agriculturas Emergentes e Alternativas (AGREMAL-ESALQ/USP) e também atua como Pesquisador Colaborador do Laboratório de Educação e Política Ambiental (Oca/ESALQ/USP) .

Vânia Galindo Massabni, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"

É graduada em Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado), mestre em Educação Para a Ciência (2000), doutora em Educação Escolar (2005) pela UNESP e pós-doutora em Currículo pela Universidade do Minho (Portugal/2017). Atualmente é professora doutora da Universidade de São Paulo (ESALQ), onde coordena o grupo de pesquisa e extensão GEDePE (Grupo de Estudos Desafios da Prática Educativa). Investiga a formação docente na Licenciatura e pós graduação e orienta no Programa de Pós-graduação Interunidades em Ecologia Aplicada (ESALQ/CENA) onde foi coordenadora de 2021 a 2024. Orienta também no ProfCiamb/USP e é membro da International Study Association on Teachers and Teaching (ISATT). Tem experiência na área de Educação Escolar e Ensino de Ciências, Ciências Agrárias e Biologia, educação ambiental e sociedades sustentáveis, com ênfase na linha Ensino-Aprendizagem. 

Citas

ABREU, R.M.A.; CRUZ, L.B.S.; SOARES, E. L. S. Políticas públicas em educação e o mal-estar docente. Revista Brasileira de Educação, v. 28, e280023, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/NBZkqhPKCg8ww46DCHBTWxp /?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/s1413-24782023280023

BELLAMY FOSTER, J. A ecologia de Marx: materialismo e natureza. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Edição Revista e Actualizada. Lisboa, Portugal: 70 ed., 2009.

BRASIL. Lei nº 9.795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 abr. 1999. Disponível em: https://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso em: 14 ago. 2024.

BRASIL. CNE. Resolução CNE/CP nº 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 jun. 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/ index.php?option=com_docman&view=download&alias=10988-rcp002-12-pdf&category_slug=maio-2012-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 12 ago. 2024.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 04 ago. 2024.

CONTRERAS, J. Autonomia dos professores. Tradução: Sandra Trabucco Valenzuela. Revisão técnica, apresentação e notas à edição brasileira: Selma Garrido Pimenta. São Paulo: Cortez, 2002. Título original: La autonomia del profesorado.

ELIYAWATI, E. et al. Effectiveness of Teacher Training on Environmental Education: Challenges and Strategy for Future Training Program. Jurnal Penelitian Pendidikan IPA, v. 9, n. 8, 2023. Disponível em: https://jppipa.unram.ac.id/index.php/jppipa/article/view/3153. Acesso em: 22 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.29303/jppipa.v9i8.3153

FERNANDES, B. Saneamento ambiental em comunidade rural: pesquisa intervenção sobre autonomia, educação e tecnologias sociais. 2022. Dissertação (Mestrado em Recursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2022. Disponível em: https://repositorio.usp.br/item/003110454. Acesso em: 21 jul. 2025.

GOMES, S.R.R.; AGUIAR, J.V.S. Por uma educação ambiental crítica no contexto escolar: reflexões a partir das representações dos alunos. Revista Monografias Ambientais, v. 18, e12, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/remoa/ article/view/38391. Acesso em: 21 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.5902/2236130838391

GOMES, M.R.A.; RUIZ, M.E.; SILVA, L.S.L. Educação Ambiental na formação de professores: artigos publicados na RevBEA. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 19, n. 4, p. 231–242, 2024. Acesso em: https://periodicos.unifesp.br/ index.php/revbea/article/view/18902. Disponível em: 20 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.34024/revbea.2024.v17.18902

IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 9. ed. Tradução: Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Cortez, 2011.

INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC). Climate Change 2023: Synthesis Report - Summary for Policymakers. Disponível em: https://www.ipcc.ch/report/ar6/syr/. Acesso em: 04 jul. 2025.

LAYRARGUES, P.P.; LIMA, G.F.C. As macrotendências político-pedagógicas da educação ambiental brasileira. Ambiente & Sociedade. São Paulo, v. 17, n. 1, p. 23-40, jan./mar. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/ 8FP6nynhjdZ4hYdqVFdYRtx/. Acesso em: 11 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-753X2014000100003

LEFF, E. Saber Ambiental. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015.

LÜDKE, M.; ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MASSABNI, V.G. Os conflitos de licenciandos e o desenvolvimento profissional docente. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 4, p. 793-808, dez. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/SS4g3ZzFhSgQdxCMKFsxpzK /?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 10 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022011000400008

MASSABNI, V.G. Reforma curricular de São Paulo e as regulações do trabalho docente. Dialogia, n. 22, p. 161–172, 2015. Disponível em: https://periodicos.uninove.br/dialogia/article/view/6068. Acesso em: 20 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.N22.6068

MORIN, E. Os sete saberes necessários a educação do futuro. 2. ed. rev. São Paulo, 2011.

OLIVEIRA, H.T. Transdisciplinaridade. In: FERRARO JÚNIOR, L. A. (Org.). Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. Brasília: Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental, 2005, p. 335-343.

PALMIERI, M.L.B. Os projetos de Educação Ambiental desenvolvidos nas escolas brasileiras: análise de dissertações e teses. 2011. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2011. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/ cdcc552e-e4e5-4f9d-85de-ad08a86530d8. Acesso em: 23 jul. 2025.

PALMIERI, M.L.B.; MASSABNI, V.C. As contribuições das visitas em áreas protegidas para a educação escolar, SP, Brasil. Ambiente & Sociedade v. 2, p. 1-18, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/XNzVqjQW4sLB3P ZCNPMx7Sk/?lang=pt. Acesso em: 22 jul. 2025.

PALMIERI, M.L.B.; MASSABNI, V.C. A Construção Conjunta de Programas Educativos Envolvendo o Estado, o Município, a Universidade e a Comunidade na Estação Experimental de Tupi, em Piracicaba (SP). In: MALHEIROS, T. F. et al. (org.). Práticas interdisciplinares para o ensino das ciências ambientais: espaços não formais de educação. São Paulo: IEE-USP, 2024, p. 124-138.

PERES, I.K.; SILVA, A.C.N.; TROVARELLI, R.A. Educação ambiental Revolucionária. Ambiente & Educação, v. 25, n. 2, 2023. Disponível em: https://periodicos.furg.br:444/ambeduc/article/view/14365. Acesso em: 15 jul. 2025.

PÉREZ GÓMEZ, A. I. O pensamento prático do professor a formação do professor como profissional reflexivo. In: NÓVOA, A. (Coord.) Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992. p. 93-114.

PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2004.

SANTANA, M.C.B.; FARIAS, M.B. Interdisciplinaridade e escola: novos desafios. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 9, n. 9, p. 3051–3060, 2023. Acesso em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/ 11398. Disponível em: 12 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v9i9.11398

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 63.452, de 05 de junho de 2018. Autoriza a Fazenda do Estado a permitir o uso, a título precário, gratuito e pelo prazo de 20 (vinte) anos, em favor do Município de Piracicaba, do imóvel que especifica. Diário Oficial [do] Estado de São Paulo, São Paulo, 05 jun. de 2018. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2018/decreto-63452-05.06.2018.html. Acesso em: 11 jul. 2025.

SORRENTINO, M. Vinte anos de Tbilisi, cinco da Rio-92: a educação ambiental no Brasil. Debates Socioambientais. São Paulo, CEDEC, ano 2, n. 7, p. 3-5, jun./set. 1997.

TONSO, S. Cardápio de Aprendizagem. In: FERRARO JÚNIOR, L. A. (Org.). Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. Brasília: Ministério do Meio Ambiente. Diretoria de Educação Ambiental, 2005, p. 47-56.

Publicado

2025-09-30

Cómo citar

Bonazzi Palmieri, M. L., Fernandes, B., & Galindo Massabni, V. (2025). Contribuições do EducaTrilha na Escola para a formação de professores: o olhar dos docentes participantes. Revista Sergipana De Educação Ambiental, 12(1), 1–20. https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23422