Unidades de conservação na formação de educadores ambientais
uma prática de “ComVivência Pedagógica”
DOI :
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23451Mots-clés :
ComVivência Pedagógica, Educação Ambiental, Formação de educadores, Unidades de ConservaçãoRésumé
Este artigo apresenta os resultados de um estudo que investigou as contribuições da proposta teórico-metodológica “ComVivência Pedagógica” na formação de educadores ambientais, tendo as Unidades de Conservação (UCs) como espaços educativos não formais. O curso “Formação de Educadores Ambientais em espaços não formais”, ofertado pela Escola de Extensão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, serviu de base para a pesquisa. Fundamentado na perspectiva crítica da Educação Ambiental, o processo formativo articulou teoria, prática e vivências imersivas em duas UCs da Baixada Fluminense. Desenvolvida pelo grupo de estudos GEPEADS/UFRRJ, a ComVivência Pedagógica baseia-se em princípios formativos e componentes pedagógicos, cujo intuito é provocar rupturas com os paradigmas dominantes e estimular processos de reconstrução de sentidos. A pesquisa, de natureza qualitativa e interventiva, teve sua fase de análise dos dados ancorada na Análise Textual Discursiva e mostrou que a experiência formativa ampliou o desenvolvimento de uma consciência socioambiental, favorecendo e ressignificando as práticas pedagógicas dos participantes. Entre os resultados da pesquisa, as Unidades de Conservação revelaram-se potentes espaços para reflexão crítica, o fortalecimento do sentimento de pertencimento e de construção de novas formas de se relacionar com a natureza e em sociedade. Além disso, a articulação entre as vivências em ambientes naturais e as práticas educativas críticas se mostrou uma estratégia relevante na formação de educadores comprometidos com a transformação socioambiental. Conclui-se que a proposta ComVivência Pedagógica contribui para a construção de uma educação ambiental mais preocupada com os territórios, com os sujeitos e com os desafios contemporâneos.
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