Escolarização em comunidades tradicionais e educação ambiental crítica:
tensões, diálogos emancipatórios e perspectivas de transformação socioambiental
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24906Palavras-chave:
Educação ambiental, Conhecimento tradicional, Formação de professores, Interculturalidade, Justiça ambientalResumo
Este artigo analisa as tensões e possibilidades que emergem da escolarização em territórios de comunidades tradicionais, articulando-as ao campo da Educação Ambiental Crítica (EAC). Partindo de uma abordagem teórico-reflexiva, de natureza qualitativa e fundamentada em revisão bibliográfica crítica, o estudo apoia-se em autores como Paulo Freire, Boaventura de Sousa Santos, Edgar Morin, Isabel Carvalho, Carlos Loureiro e Enrique Leff para problematizar o modelo escolar hegemônico como vetor de colonialidade epistêmica. Nesse contexto, discute-se em que medida a escola, historicamente marcada pela homogeneização cultural, pode ser ressignificada como espaço de mediação entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais. Argumenta-se que a EAC, ao articular justiça socioambiental, ecologia de saberes e interculturalidade crítica, oferece bases teóricas e pedagógicas para a construção de práticas educativas emancipatórias. O artigo analisa, ainda, os desafios da formação docente em contextos culturalmente diversos e o papel da sensibilidade estética na constituição de sujeitos ecológicos. Conclui-se que a aproximação entre Educação Ambiental Crítica e educação em contextos tradicionais não apenas amplia as possibilidades formativas da escola, mas se configura como um imperativo ético e político diante das crises socioambientais contemporâneas.
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