Potencialidades e desafios do Serviço de Educação Ambiental - SEA/JBRJ entre 1992-2025
Potencialidades e desafios do Serviço de Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24982Palavras-chave:
Conservação socioambiental, Espaço não-formal, Jardim Botânico, Qualificação de professoresResumo
Diversos espaços não formais de educação são citados em estudos na literatura, dentre os quais, os jardins botânicos, que podem ser locais importantes para desenvolver atividades de educação ambiental, com bases críticas, populares e participativas. Neste sentido, esta pesquisa objetiva analisar a trajetória do Serviço de Educação Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – SEA/JBRJ, examinando suas ações, impactos e potencial crítico. Com este intuito, foram investigados os registros históricos do SEA desde sua criação, em 1992 até 2025. E foram consultados relatórios institucionais, planilhas de participação e materiais pedagógicos elaborados pelo SEA. Observamos que o SEA/JBRJ teve uma primeira fase de afirmação institucional da Educação Ambiental no JBRJ, no período de 1992-2009. E ao longo desses 34 anos, foi se consolidando como prática situada na formação docente, com 13.998 professores qualificados, em atividades de educação ambiental e mais de 350 mil alunos foram impactados em visitas ao JBRJ, com suas respectivas escolas. Portanto, ao dimensionar as potencialidades, amplitude e desafios das atividades realizadas pelo SEA/JBRJ até 2025, atualmente estamos aprofundando em atividades que abordam a conservação socioambiental, às emergências climáticas, maior participação social e desenvolvendo práticas em uma educação antirracista. Pretendemos com mais frequência, ampliar nossas ações com professores e alunos que moram em bairros de maior vulnerabilidade social.
Downloads
Referências
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Portaria nº 401, de 11 de novembro de 2009. Aprova o Regimento Interno do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ. Diário Oficial da União: Brasília - DF, 12 nov. 2009. Seção 1.
BRASIL. Lei nº 14.926 de 17 de julho de 2024. Política Nacional de Educação Ambiental. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=18/07/2024&jornal=515&pagina=1&totalArquivos=92.
CARINE, B. Como ser um educador antirracista. 10 edição na editora Planeta, São Paulo. 157p. 2025.
COSTA, A. F. A formação inicial e continuada de educadores museais: projeto em construção. Revista Docência e Cibercultura, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 67-89, 2019. DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2019.44693.
FERDINAND, M. Uma Ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. Ubu editora, São Paulo. 320p. 2022.
GOHN, M. G. Educação Não Formal, Aprendizagens e Saberes em Processos Participativos. Investigar em Educação, Porto – Portugal, n. 1, p. 35-50, 2014. DOI: https://doi.org/10.34626/eq3hmg58.
GONZALEZ, M.; PEIXOTO, A. L.; BEDIAGA, B. Horto do Colégio dos Jesuítas: notícias do primeiro jardim botânico no Rio de Janeiro. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v.71, e03142018, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-7860202071114.
GOUVEIA, M. T. J. Núcleo de Educação Ambiental - 20 anos. Serviço de Educação Ambiental (SEA). Instituto de Jardim Botânico do Rio de Janeiro - JBRJ, Rio de Janeiro, 2014.
GUIMARÃES, M. Educação Ambiental: no consenso um embate? Campinas: Papirus, 2000.
GUIMARÃES, M.; VASCONCELLOS, M. M. N. Relações entre educação ambiental e educação em ciências na complementaridade dos espaços formais e não formais de educação. Educar, Curitiba, n. 27, p. 147-162, 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-40602006000100010.
ICOM, Conselho Internacional de Museus http://icom.museum/definition_spa.html, 2001.
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS, IBAMA. Ofício nº 013/2007/CGEAM-DISAM, de 2 de maio de 2007. Solicita esclarecimentos sobre a exclusão da Educação Ambiental das estruturas organizacionais do IBAMA e do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade, após a MP nº 366/2007. Brasília, DF: IBAMA, 2007. Acervo institucional.
INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO, JBRJ. Ofício Circular nº 002/93/JBRJ, de 3 de fevereiro de 1993. Dispõe sobre normas para visitação escolar ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: JBRJ, 1993. Acervo do Serviço de Educação Ambiental.
INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO, JBRJ. Relatório de gestão: exercício 2008. Rio de Janeiro: JBRJ, 2009.
INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO, JBRJ. Núcleo de Educação Ambiental (NEA). Conhecendo nosso Jardim: roteiro de visita ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 2. ed. Rio de Janeiro: JBRJ, 1998.
INSTITUTO DE PESQUISAS JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO, JBRJ. Núcleo de Educação Ambiental (NEA). Conhecendo nosso Jardim: roteiro de visita ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 3. ed. Rio de Janeiro: JBRJ, 2010.
LAYRARGUES, P. P.; LIMA, G. F. C. As macrotendências político-pedagógicas da educação ambiental brasileira. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 17, p. 23-40, 2014. Disponível: https://www.scielo.br/j/asoc/a/8FP6nynhjdZ4hYdqVFdYRtx/?format=pdf&lang=pt
LOPES, L. C. M.; SELLES, S. L. E. Potencialidades pedagógicas das áreas verdes urbanas: como integrar a conservação da biodiversidade à educação ambiental? Ambiente & Educação: Revista de Educação Ambiental, Rio Grande - RGS, v. 29, n. 4, p. 1-2, 2024. DOI: https://doi.org/10.63595/ambeduc.v29i1.15952.
LOUREIRO, C. F. B. Educação ambiental e “teorias críticas”. In: GUIMARÃES, M. (Org.). Caminhos da educação ambiental: da forma à ação. Campinas: Papirus, 2006.
LOUREIRO, C. F. B. Educação ambiental crítica: contribuições e desafios. In: Ministério de Educação e Ministério do Meio Ambiente (Org.). Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas da educação ambiental na escola. Brasília, 2007.
LOUREIRO, C. F. B. Educação Ambiental e Epistemologia Crítica. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, Rio Grande - RGS, v. 32, n.2, p. 159-176, 2015. DOI: https://doi.org/10.14295/remea.v32i2.5536.
MARQUES, A. C. T. L.; MARANDINO, M. Alfabetização científica, criança e espaços de educação não formal: diálogos possíveis. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 44, e170831, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/S1678-4634201712170831.
PALMIERI, M. L. B.; FERNANDES, B.; MASSABNI, V. G. Contribuições do EducaTrilha na Escola para a formação de professores: o olhar dos docentes participantes. Revista Sergipana de Educação Ambiental, v. 13, n. 1, p. 1-21, 2025. DOI: https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23422
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.) A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires - Argentina: CLACSO, p. 107-130, 2005.
RAMOS, D. R. M.; PEIXOTO, A. L. Os caminhos do ensino e extensão no jardim botânico do rio de janeiro. Revista Ciência em Extensão, São Paulo, v.13, n.2, p. 141-153, 2017. DOI: https://doi.org/10.23901/1679-4605.2017v13n2p141-153
RIBEIRO, F. P.; SARTORI, R. A.; SALES; G. P. S.; RAJÃO, H. Who has the Right to Urban Green Areas? Environmental Justice in a Brazilian Metropolis. HALAC –Historia Ambiental, Latino americana y Caribeña, Anápolis – GO, v. 14, n. 2., p. 295-325. 2024. DOI: https://doi.org/10.32991/2237-2717.2024v14i2.p295-325296.
SAISSE, M. V. A escola vai ao Jardim e o Jardim vai à escola: a dimensão educativa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC Rio, Rio de Janeiro. 2003.
SAISSE, M. V. Educação no Jardim: da botânica ao ambiente. In: 200 anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro 1808-2008. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, 2008.
SANTOS, D. G. G.; GUIMARÃES, M. Pertencimento: um elo conectivo entre o ser humano, a sociedade e a natureza. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, Rio Grande - RGS, v. 37, n. 3, p. 208-223, 2020. DOI:
https://doi.org/10.14295/remea.v37i3.10918
SELLES, S. E.; ABREU, M. Darwin na Serra da Tiririca: caminhos entrecruzados entre a biologia e a história. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v. 20, p. 1- 23, 2002. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-24782002000200002.
SORRENTINO, M.; TRAJBER, R.; MENDONÇA, P.; JUNIOR, L. A. F. Educação Ambiental como política pública. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 2, p. 285-299. 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000200010.
SOUZA, D. A. S.; BOMFIM, A. M. Narrativas pedagógicas em mini-histórias: alternativa para uma educação ambiental crítica no currículo carioca. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, Rio Grande - RGS, v. 42, n. 3, p. 146-163, 2025. DOI: https://doi.org/10.63595/remea.v42i3.16851.
SOUZA, M.; ANDRADE, R. V. Educação ambiental na escola: desafios e caminhos para a formação docente em tempos de crise climática. Revista Sergipana de Educação Ambiental, v. 13, p. 1-31, 2026. DOI: https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23568.
SOUZA, M. P. C. O papel educativo dos jardins botânicos: análise das ações educativas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 154 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
SUESCUN, L. M.; SCHEINER, T. C. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro: instituição emblemática no panorama da ciência e da museologia brasileiras. Encontro Nacional de Pesquisa e Ciência da Informação. Brasília, p. 2.867-2.882, 2011.
WALSH, C. Interculturalidad, Estado, Sociedad: luchas (de)coloniales de nuestra época. Quito: Ediciones Abya-Yala, 2009.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Sergipana de Educação Ambiental

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).



















